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Sunday, 28 June 2015

Silêncio, que se vai falar da Conga

Há sitios que dispensam qualquer introdução. A história fala por si. Conga é Porto e Porto é Conga.




Nome: Conga
Data da visita: Junho de 2015
Localização: Rua do Bonjardim, Porto
Comentário: vou direto ao assunto. A Conga tem as melhores bifanas do mundo. Pronto, disse. Já provei várias e como as da Conga, nunca encontrei sequer parecidas. Arrisco dizer que a Conga está entre as mais emblemáticas casas de petiscos da Invicta. Passou de tasca para um dos pontos de paragem obrigatórios nesta nova movida do Porto. Desde que abre até fechar, as varias salas estão cheias de portugueses e turistas. Malta de fato e gravata e pessoal de calção e mochila ás costas. É um sitio do mundo.
Neste ultimo fight desenhei um menú à medida:
- bifana a acompanhar fino de Super Bock
- codorniz, com nacos de bifana a acompanhar fino de Super Bock
- para fechar, umas papas de sarrabulho com fino de Super Bock a acompanhar
Estava tudo entre o excelente e o fantástico.
E isto tudo por menos de 10€/pax. Mesmo em fights que se prolonguem por mais tempo, a brincadeira ficará a rondar os 15€/pax. Obrigatório conhecer e frequentar!
Repeteco? já estou em countdown!

Conga Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Caracóis no Porto?!...Sim, é possível

Também no campo da gastronomia, existem questões que separam Lisboa e Porto. Assim de repente lembro-me de duas: os coentros e os caracóis. Amados a sul, odiados a norte. Por esse motivo, uma caracolada na Invicta é momento de registo.


Nome: Porto Antigo
Data da visita: Junho de 2015
Localização: Rua Cimo de Vila, na baixa do Porto, perto do Teatro S. João
Comentário: o desafio estava lançado! Encontrar um spot para uma caracolada na baixa do Porto. Apesar de não ser impossível não é tarefa facil. A escolha do Porto Antigo, foi puramente casual, por ter anuncio na porta: HÁ CARACOIS! Vamos entrar que as temperaturas estão a apertar. O sítio é uma típica tasquinha do centro do Porto, de pequenas dimensões e decoração rústica. O staff extremamente simpático e de sotaque carregado, não deixava dúvidas. Estamos no Porto! O prato de caracol estava bom! Ligeiramente picante, e com toque de salsa, não fica atrás do que se come na capital. O facto do prato ter muito molho, pode não ser muito agradável para alguns. A mim não me fez confusão.
A 3.50€ o prato de caracol e a 1€ cada fino de Super Bock, é o sitio ideal para lá ficar tarde dentro.
Repeteco? a questão é quando!
Restaurante Porto Antigo Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Decididamente o sushi está na moda!

Que o sushi estava na moda, já todos sabemos. Porém assistir ao fenómeno de ver casas estabelecidas reinventarem-se foi uma surpresa. Pensando bem, a zona dos restaurantes em Matosinhos é uma zona de excelência para a prática do sushi. Vejamos, acesso a peixes de mar frescos e cultura do consumo do peixe ... faz todo o sentido. E houve quem o conseguisse fazer muito bem...


Nome: O Xarroco
Data da visita: Junho de 2015
Localização: Matosinhos, na rua dos restaurantes, junto a lota
Comentário: o Xarroco é um dos clássicos restaurantes de peixe daquela zona de Matosinhos. Recentemente, resolveu adaptar-se a esta nova trend, a passou a disponibilizar também uma carta de sushi. Conta no seu staff com um sushiman, que pelo que percebi é de origem nepalesa. Da carta de sushi, basicamente retive que possuem dois menús de 16 peças de sushi/sashimi. Um de nome free style, teoricamente mais fácil para os iniciados por conter também peças à base de frutas. Um outro, denominado tradicional, cujas peças são basicamente à base de peixe, portanto, teoricamente para comensais mais estreados nestas andanças do sushi. Para o fight do dia, optamos por um menu de cada. Nada de negativo tenho a apontar, o peixe era de fresco e de qualidade e o empratamento exímio. Para acompanhamento, optei por um branco do Douro a copo, que foi servido à temperatura de serviço correta. Aguentou na perfeição o menú.
Para finalizar, fomos num leite creme que estava queimado na perfeição, arrisco-me a dizer a roçar a obra de arte.
Cada menú custa 12,50€, pelo que a somarmos as bebidas e sobremesas, finalizou a rondar os 17€/pax. Mesmo a puxar pelas bebidas, que não foi o caso neste fight especifico, a brincadeira deverá ficar por volta dos 20€/pax. Recomendo vivamente.
Repeteco? sem duvidas. Não só pelo sushi, como pelo peixe, produto que elevou esta casa ao seu atual estatuto.

O Xarroco Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

À beira mar plantado, na Apúlia

Há sítios, que pela sua localização, são estratégicos. A Apúlia, com as suas praias de areia branca e fina fica a 30 minutos de carro do Porto e de Braga. E o que não falta são spots de excelência para receber os comensais. Aqui o peixe e o marisco reinam.


Nome: O Apuliense
Data da visita: Junho de 2015
Localização: Apúlia, Esposende. Um dos "tasquinhos" na estrada que liga a Apúlia à praia de Ofir.
Comentário: reconheço que sou grande fã, dos míticos "tasquinhos" da Apúlia, plantados à beira mar na estrada que liga a Apúlia à praia da Ofir (Fão). De uma forma geral gosto de todos, mas há dois que ganham a minha preferência pessoal. Um deles é o Apuliense. A decoração é baseada em motivos da faina e o espaço sendo pequeno e a clientela numerosa, por vezes chega a ser claustrofóbico. Deve portanto o comensal estar preparado para aguardar, especialmente em épocas altas e em dias problemáticos como fins de semana, durante todo o ano.
Aqui, o peixe e o marisco ditam as regras. Para este fight a escolha foi sobre o arroz de marisco, com um PVP de 22€/dose que chega e sobra para 2 comensais pesos pesados. O petisco é bastante rico, contando com gambas de bom calibre, sapateira, mexilhão e ameijoa. A carta de vinhos é diversificada e a preços bem razoáveis. Para este evento, optei pelo branco da casa, um alvarinho da zona de Melgaço, a rondar os 6€/garrafa de 0.75cl que acompanha na perfeição o pitéu.
A carta de sobremesas é simples e não tem propriamente rasgos de genialidade. Porém, há sempre doçaria de qualidade para adoçar a boca caso ainda haja espaço para tal.
A conta é um surpresa agradável. Raramente passa aproximadamente os 17€/pax, o que representa uma excelente relação preço/qualidade.
Repeteco? Garantidamente. Sempre que posso estou lá!


Foi pena...em Viana do Castelo

Não me posso queixar...90% das vezes acerto. Longe vão os tempos em que a fama de uma casa era feita do boca-a-boca, e os mensageiros eram a malta que andava na estrada como os comerciais. Hoje temos o Google, Tripadvisor e afins em que se uma casa é boa, a comunidade encarrega-se de o anunciar ao mundo. Aprendi que se em centenas de reviews um casa leva 3.5 pontos em 5 possíveis, não vai ser pelos meus lindos olhos que a coisa vai correr melhor.


Nome: Zefa Carqueja
Data da visita: Junho de 2015
Localização: Viana do Castelo, junto ao rio
Comentário: o nome Zefa Carqueja não me era estranho, de conversas passadas com malta amiga do tacho. Por motivo de passagem na cidade minhota, deu-se a oportunidade de conhecer o spot. Antes de mais, o restaurante tem fabrico de pão próprio (inclusivé vende pão ao balcão para fora, na porta ao lado) e estava ótimo...quentinho acadinho de fazer, obrigou a mandar duas embalagens de manteiga abaixo.
Depois começou: o serviço é lento. Não sei se foi azar meu, mas ninguém na sala foi servido em menos de 1h. A escolha foi para o polvo grelhado e para as costelinhas grelhadas. Se nenhum dos pratos estava propriamente mau, também não posso dizer que estivessem ótimos ou que se diferenciassem de outras experiências. A dose de polvo dá para um homem e uma mulher (correndo o risco de ser polémico, mas assumo que a mulher tipicamente come menos que o homem), mas se fossem 2 comensais da pesada a coisa ficaria curta.
Para beber, optei por uma 0.375cl do branco da casa ... alentejano! Opinião pessoal: o vinho da casa deveria ser da região, ainda para mais quando se está no coração do Minho.
A conta ficou a rondar os 17€/pax. Analisando friamente, não posso dizer que foi caro. Mas o novo mediano é o antigo mau...
Repeteco? não vou dizer que me recuso a voltar, mas dada a oferta da região, provavelmente só em ultimo recurso.

Uma pérola escondida junto ao Cávado

Há sitios que nos marcam, sejam porque fazem parte da nossa propria história, ou porque simplesmente adoramos lá ir. Numa esquina recôndita junto ao rio Cávado há um desses sítios. Vamos ver...


Nome: A Lareira
Data da visita: Junho de 2015
Localização: Fão, Esposende (poderão conhecer como Ofir)
Comentário: visitar a Lareira é uma viagem no tempo. O espaço pequeno e a decoração rústica são ideais para jantares de Inverno. Porém não deixem de visitar a casa em qualquer altura do ano. A ementa não é imensa mas conta com algumas especialidades da casa como as costelinhas assadas (o ex libris da casa), o arroz com pato (não é arroz de pato, mas sim arroz com pato que lembra um arroz de frango mas com pato), o pernil assado e o bacalhau. Apesar de não estar marcado como especialidade, existe um prato que me cativa particularmente: as pataniscas de bacalhau com arroz de feijão e um travozinho a pimento. Foi portanto a escolha para este ultimo fight. As doses são generosas e uma chega para 2 comensais à vontade. A carta de vinhos, variada, apresenta preços muito interessantes. O comensal é contemplado com bastante oferta de qualidade com preços a rondar os 10€/garrafa. Desta, a escolha foi para um Aliança Bruto Tinto Reserva. Estava uma noite quente e a frescura do Bruto Tinto casou na perfeição com o petisco de bacalhau.
A lista de sobremesas não sendo extensa, tem oferta q.b para os vários gostos. Optei por uma delícia da casa que consistia no classico nata+leite condensado+chocolate ... não sendo original estava boa e deu para adoçar a boca.
A conta foi uma surpresa agradável: rondou os 12€/pax, que para o nível da refeição é uma borla. Tenham porém em atenção, que as pataniscas são o prato mais em conta da lista. Ao optarem por outra especialidade, este valor vai garantidamente subir. Porém, nunca para valores absurdos e não deixará de ser um valor justo para a qualidade apresentada.
Repeteco? sem duvida!!

Yet another quick sushi

Não há duvida: o sushi instalou-se nos roteiros gastronomicos de Portugal. Ainda odiado por muitos (ou simplesmente desconhecido), há bastante oferta desde spots trendy até casas de shopping, onde podemos matar a gula de forma rápida e económica...e não é que até é bom?!


Nome: Noori Sushi
Data da visita: Junho de 2015
Localização: NorteShopping, Matosinhos
Comentário: admito que demorei algum tempo até decidir provar o sushi do Noori, na praça de alimentação do NorteShopping. Não sei explicar porquê, mas simplesmente não me cativava a ideia. Um dia chegou, em que deixei a cisma de lado e arrisquei ... e não arrependo. Não sendo o melhor sushi do mundo, não fiquei desiludido...pelo contrário, como tinha as expectativas baixas revelou-se uma agradável surpresa. O sushi era fresco e bastante saboroso. Fui no menu 2 boxes que contempla o comensal com 16 rolls de 4 variedades distintas à escolha do freguês. Contra o meu receio inicial fiquei saciado com as 16 peças.
Acompanhou com limonada (sigh!).
Os 9€ do menu em causa, tornam esta opção interessante.
Repeteco? humm..sim.

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Saturday, 27 June 2015

Mais uma barrigada em Luanda, ... agora de carne

Aterrar em Luanda ás 7am, depois de um voo noturno, depois de demorar 2 horas a sair do aeroporto e desesperar outras 3 horas no trânsito para chegar a Viana, chega o momento de repor os niveis de proteínas e colesterol no sangue. Mostraram-me o sítio ideal.


Nome: Jardins de Viana
Data da visita: Junho de 2012
Localização: no centro de Viana, Luanda
Comentário: os Jardins de Viana, é um sítio agradável no centro de Viana, que funciona como restaurante durante o dia e inicio da noite, e vira bar/discoteca à noite. Não tem parque privativo, o que obriga a deixar o carro na rua e deslocar a pé, essa é a parte menos agradável. A carta é de comida tradicional portuguesa e fazem (ou pelo menos faziam) umas tábuas de carne ou peixe. Fomos na de carne. Como é possivel ver na foto, a carne é variada desde costela, bife, salsicha, fêvera etc, e tem um ar suculento. Acompanha com batata frita e um arroz de feijão malandro. Muito bom mesmo. As doses são fartas e 4 marmanjos não mandaram abaixo a tábua toda. Acompanhou com Cuca, e bem.
O preço rondou os 2500 AKZ/pax, o que não é um valor chocante para o país em causa.
Repeteco? Já foi, e voltarei se se proporcionar.

Frango da Guia aka chicken piri-piri: ground zero

Discutir qual o melhor sitio para se comer frango da Guia, pode ser tão inglório e inconclusivo como discutir qual a melhor francesinha. Porém surgiu a hipotese, numa ida ao Algarve para os lados da Guia, de conhecer in persona se não o melhor pelo menos o com mais história.


Nome: Churrasqueira Ramires
Data da visita: Agosto de 2014
Localização: Guia, Albufeira
Comentário: o sitio tem uma arquitetónica engraçada, pois a casa foi crescendo à medida das necessidades do negócio, e reza a historia que foi onde nasceu o famoso frango da guia. A decoração é simples, sem qualquer pretensão e de toalha de papel. O frango, efetivamente bom cumpriu a sua função, acompanhado de batata frita e salada de tomate. O vinho foi o da casa, uma 0.375cl de um branco fresco que não retive sequer a marca, mas que ajudou o fight contra o piri-piri do chicken. Honestamente, nem vi o resto da carta, pois quem ali vai é para comer o chicken piri-piri, mas deduzo que deve ser a cartilha standard de churrasqueira. As doses são em quantidade q.b. para saciar um comensal size L.
A dolorosa ficou, numa média de 16€/pax. Achei aceitável.
Repeteco? Why not, quando surgir a oportunidade de uma nova ida para os lados da Guia.

"A" paragem obrigatória para quem faz a A1

Há sitios que existem à tantos anos, que parece que são mais antigos que o próprio tempo. Durante uns tempos deixamos de lhes dar atenção, mas acabam por voltar com força redobrada ... algo apenas ao alcance dos bons. Há inumeras teorias sobre os spots de paragem de quem faz as piscinas Porto-Lisboa pela A1, mas sobre um em particular estamos todos de acordo ... Keep calm, tás a chegar ao arroz de tomate.


Nome: Manjar do Marquês
Data da visita: semana sim, semana não ... ás vezes semana sim, semana sim
Localização: Pombal. 4km desde as portagens do Pombal
Comentário: não vou estar a gastar o tempo do leitor a descrever a casa nem o conceito. Se nunca foi é ir. Uma das grandes vantagens é que nesta casa servem até tarde...não é invulgar estar a jantar ás 23h, e o staff sempre disponível.
O produto principal é o arroz de tomate malandrinho, quase sempre acabadinho de fazer dada a rotação da iguaria. Depois é escolher o acompanhamento. Acabo sempre por optar pelo panado, chamuça e pastel de bacalhau. Em fights passados já fui na posta de bacalhau frita, e não desilude. No que ao vinho diz respeito, opto sempre pelo vinho do mês a copo, que vai variando ao longo das semanas. Tipicamente, marcas para mim desconhecidas mas todas sem exceção boas. Sim, nunca me aconteceu o vinho do mês ser menos bom. O trio de fritos mais a pratada de arroz, nunca deixam espaço para sobremesa, pelo que não vou entrar em detalhes. Café e conta que ainda são mais 150km até casa.
A conta ronda os 11€/12€, ou seja metade do que gastaria nas estações de serviço em algo bastante inferior.
Repeteco? Garantido como o sol nascer de manhã. A partir de 2015, começaram a fechar ás 4ª feiras, pelo deitem um olho ao post sobre o Crispim, em Fátima.

Uma surpresa em Cesár, Oliveira de Azemeis

O destino era um sitio, já apalavrado para os lados de Cesár, em Oliveira de Azemeis, a chegar a Arouca. Por desconhecer por completo o sitio, não tinha qualquer expectativa ou ideia pré-concebida, a não ser que por aqueles lados malta trata-se bem e como tal havia grande probabilidade de correr bem.


Nome: Lindolfo
Data da visita: Junho de 2015
Localização: Cesár, Oliveira de Azemeis
Comentário: a decoração é simples mas com gosto, transmitindo uma sensação acolhedora. A ementa era diversificada e baseada em comida tradicional portuguesa. A carta de vinhos também ela diversificada surpreendeu-me pelos preços bastante razoáveis, havendo bastante oferta de marcas reconhecidas abaixo dos 10€/garrafa.
Chegado o momento de escolher o prato, ficamos rendidos ao pernil de fumeiro assado. Uma dose dá perfeitamente para 3 comensais. O travo de fumeiro da peça juntamente com o tempero à base de vinagre e cebola dá-lhe um elemento diferenciador, que muito me agradou. Vinha acompanhado por murcela de qualidade e um arroz de feijão malandro de estalo.
Para néctar, escolhemos o vinho da casa que era nem mais que o Castelo D'Alba tinto 2013, um velho conhecido do douro, que aguentou na perfeição a estrutura da peça de porco.
Nota especial para o pão, que eram uma bolas pequenas de padinhas de Ul, um pão tipico da região. Fabuloso.
A carta das sobremesas era diversificada e à base de doçaria tradicional. Fui na torta de chocolate e não me arrependi.
A supresa chegou no fim...a conta deu cerca de 15€/pax, o que coloca o Lindolfo no meu top 3 de restaurantes com melhor relação preço/qualidade.
Repeteco? claramente! É só arranjar oportunidade de voltar à zona,

Enoturismo sério no Dão

O vinho e o turismo são produtos estratégicos para Portugal. Há projetos de enoturismo que refletem essa aposta na qualidade, espalhados um pouco por todo o país. Desta vez fomos até ao Dão, ver uma das obras da Dão Sul.




Nome: Restaurante da Quinta do Cabriz
Data da visita: Maio de 2015
Localização: Carregar do Sal, Viseu
Comentário: quando entramos na sala de jantar, percebemos logo que estamos perante um projeto sério. A decoração é sóbria e imponente, o que faz deste sitio ideal para almoços de trabalho. A atitude e postura do staff  evidencia formação especifica. Malta das escolas de turismo. A carta é requintada e diversificada, porém nesse dia estava a decorrer uma semana gastronómica dedicada ás favas... estava escolhido.O menú consistiu em:
- favas estufadas com bacon, para entrada. Para acompanhar o espumante bruto da Quinta do Encontro, um Bairrada propriedade da Dão Sul;
- como prato principal, favas estufadas com carne de porco e farinheira. Acompanhou com o tinto Quinta de Cabriz, o entrada de gama da marca, que aguentou na perfeição o embate;
- finalizou com uma panacotta de manga, a acompanhar um Moscatel do douro também da Dão Sul, o qual peço desculpa mas não retive a marca.
Devo dizer que as doses eram bastante generosas, e o vinho servido a copo era à descrição. Bastava estar vazio, para um refill vir a caminho.

A surpresa final foi o preço ... 17,50€/pax...de borla, dada a qualidade, abundância e o requinte do serviço. Tenham em atenção que é preço de menú... pedidos à carta serão com certeza menos em conta. 
Repeteco? Sem duvida...é uma questão de regressar áquelas bandas.



Petiscos à beira Tejo

Junto ao Tejo, com Lisboa como pano de fundo, existe um sitio para petiscar com muita, muita qualidade.


Nome: Petiscos do António
Data da visita: Abril de 2014
Localização: Largo Barão Samora Correia, na zona ribeirinha de Alcochete
Comentário: descobri este sitio, por mero acaso, pois era o unico restaurante aberto numa segunda à noite com Alcochete imerso num silêncio ensurdecedor. Pela janela, vi uma casa pequena com poucas mesas mas cheio, inclusivé com estrangeiros. A decoração é despretensiosa, mas transmite uma sensação acolhedora. A ementa é diversa e vai variando ao longo do tempo. A carta de vinhos oferece alguma escolha a preços razoáveis, os tais 2x preço retalho.
No dia do fight a escolha foi sobre um arroz de polvo com gambas, que estava delicioso. O polvo estava tenro, o arroz al dente e as gambas de bom calibre estavam no ponto. Ainda deu para provar o choco frito que estava, como seria de esperar, fabuloso. O festim acompanhou com o branco da casa, que é de Pegões, ou seja da região. Fresquinho, cumpriu na perfeição.
Tipicamente, o tombo nesta casa fica por volta dos 22€/pax. Aceitável para a qualidade da cozinha.
Repeteco? sempre que posso, e felizmente são várias as oportunidades, estou lá!

Os Petiscos do António Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

O melhor bacalhau do mundo é na Povoa do Lanhoso

Ás portas do Parque Nacional do Gerês, existe uma casa onde o bacalhau assado é rei. Para mim, o melhor bacalhau do Mundo! Duvida? Sugiro que visite e veja por si próprio.


Nome: O Victor
Data da visita: Janeiro de 2015
Localização: São João de Rei, a 2 km da Povoa do Lanhoso, Braga
Comentário: uma casa perdida no meio de uma aldeia tipicamente minhota. Não é facil lá chegar. Ambiente muito acolhedor, e tivemos a sorte de ser atendidos pelo próprio Sr. Victor dotado de primorosa simpatia. Não há que inventar, a ementa tem 2 pratos: o mitico bacalhau assado que nos meteu à estrada e costelão para quem prefere carne. De notar que 90% dos pedidos recai no bacalhau. Dica para quem leva crianças: não há sopa nem arroz. A qualidade do bacalhau é irrepreensível: posta alta, branquinha e sai ás lascas. Acompanha com batata a murro, tudo muito bem regado com azeite de qualidade. 
Penso que a foto permite avaliar a generosidade da posta! Cada uma dá perfeitamente para 2 pessoas a comerem alarvemente, ou para 3 pessoas "normais".
Para acompanhar o bicho, fomos no verde tinto da casa, um vinhão de Amares que excedeu as expectativas. Os verde tintos, ainda são estigmatizados pelos anos de associação a vinhos de fraca qualidade, porém este é um exemplo que esses tempos já lá vão. Para muitos será novidade pelo que sugiro que arrisquem.
A lista de sobremesas é variada e composta por doçaria diversa, tudo com aspeto irrepreensível. Fui numa torta de laranja. Otima!!
Tudo isto a rondar os 20€/pax, o que torna O Victor num sítio com uma excelente relação preço/qualidade.
Só é pena eu não andar mais vezes por aqueles lados, pois é sitio para ir, repetir e voltar.

Barrigada de lagosta em Luanda

Luanda é um bom sitio, para os amantes de peixes e mariscos. Certa noite, fui levado a um spot em Viana, onde me foi prometido uma barrigada de lagosta ... e não é que foi mesmo!


Nome: O Brito (não sei se é o nome da casa, mas é assim que é conhecido)
Data da visita: Novembro de 2013
Localização: em Viana, mesmo à face da estrada junto ao Casino de Luanda
Comentário: a prometida barrigada de lagosta concretizou-se. Por 4000 AKZ, podemos comer uma travessa com 6 pequenas lagostas grelhadas. Acompanha com batatas fritas e um molho à base de maionese e alho, para ajudar a humedecer o petisco. Muito bom. Acompanha com a classica Nocal.
4000 AKZ é caro? À primeita vista parece que sim...mas onde podemos em Portugal comer 6 lagostas por 30 e tal euros?
Repeteco? Claro, caso se proporcione...