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Sunday, 15 January 2017

Tradição com estilo na terra dos pastorinhos

Responder se em Fátima se come bem, é para mim um pergunta nada fácil de responder. Estratégicamente localizada no centro do país, com faceis acessos por auto-estrada, principal ponto de peregrinação e turismo religioso há centenas de casas e restaurantes onde é possivel usufruir de uma refeição. Grande parte são armadilhas à espera do cliente de 1ª e unica vez, mas seja feita justiça, não são todos assim. Este relato será sobre um spot previamente recomendado, já com alguns anos de porta aberta, à saida de Fatima em direcção a Mira de Aire.

Bacalhau com natas e camarão

Nome: Tia Alice
Data da visita: Setembro de 2016
Localização: Fátima
Comentário: a configuração do edifício onde se localiza o Tia Alice, não é facil de interpretar à primeira tentativa, pois para se aceder à sala de refeições é necessário descer para o piso inferior e aguardar junto a uma porta que sejamos recebido pelo staff.

Cheguei inclusivé a pensar se não me teria enganado na porta, porém rapidamente somos abordados por uma funcionária que nos avisa que a casa está cheia mas que aguardassemos que iriam abrir uma nova sala para nos instalarmos. Deu para perceber que estava casa cheia e que reserva é sempre aconselhável. Aguardamos uns bons minutos que aproveitamos para apreciar a decoração onde constavam algumas pinturas. Entretamos somos conduzidos para a sala, que ao momento e por ter sido aberta com o propósito de nos receber, estava completamente vazia e em modo de exclusividade para nós. A decoração, muito cuidada e com predominância dos tons claros como o branco, pastel e creme ajudavam a uma boa  luminosidade da sala, com vista para um jardim lindíssimo.
Manteiga de alho e manteiga natural
O esmero na decoração estendia-se às loiças e roupas usadas nas mesas ... e começamos então a pensar em quanto ficará a conta no final disto tudo!

A carta é de comida tradicional portuguesa e não sendo muito extensa possui alguma diversidade de carne e de peixe. 
Pormenor da loiça para crianças
A escolha foi para o prato especialidade da casa, o bacalhau com gambas gratinado no forno e para a açorda de bacalhau.


O bacalhau estava bastante bom com as gambas de bom calibre cozinhadas no ponto, estando ainda bastante rijinhas, ao meu gosto. Foi servido com grelhos salteados, cuja acidez ajudou a equilibrar a gordura das natas. A dose, para duas pessoas, era suficiente para saciar dois bons garfos.
Também a açorda de bacalhau agradou bastante. Cheia de sabor, foi servida num tachinho de barro que lhe conferiu um ar castiço.

Bacalhau com gambas gratinado

Açorda de bacalhau


A carta de vinhos, acompanhando as restantes linhas orientadoras da casa, tinha grandes nomes da enologia portuguesa com preços a acompanhar a grandeza dos mesmos, o que ajudou a optar pela sugestão da casa, um Herdade de Grous single oak com o nome da casa, uma das opções mais em conta de toda a lista. Comparativamente, entenda-se ... pois o "em conta" traduz-se em 20€ por garrafa. Mas que não fiquem dúvidas que a fruta e os bons taninos deste portento alentejano estiveram mais do que bem a domar os dois pratos de bacalhau. 

Queijo
As escolhas para o encerramento foram para o leite creme, evidentemente acabado de queimar e para o prato de queijo com figos pingo de mel, compota e tostas. O queijo foi um preciosa ajuda para garantir que nem uma gota do Grous voltava para trás. 
Leite creme

Tudo delicioso e sem nada a apontar!

A conta foi ao encontro das expectativas que se foram formando ao longo fight ... 30€/pax! E só não foi mais, pois num grupo de cinco havia duas mulheres e uma criança, pois se assim não fosse não tenho qualquer duvida que a coisa pudesse facilmente chegar aos 40 e tal por pessoa!

Repeteco? O Tia Alice, é um bom restaurante. Boa comida e excelente serviço, mas os preços são demasiado elevados. Ali bem perto no Crispim também se come muito bem e bem mais em conta.

Para consultar horários, contactos e mais informações na Mygon


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Sunday, 28 August 2016

Aqui sim, um verdadeiro spot improvável

A descoberta de spots em sítios improváveis pode proporcionar uma sensação comparável à de encontrar dinheiro na rua, em que evidentemente desconhecemos o dono e não há qualquer forma de encontrar a sua origem .... yada yada yada. Pois bem, este spot que vos trago, acredito ter entrada direta para o pódio dos improváveis e como concluírão no final deste texto, acumulará com o prémio de relação preço/qualidade. Rumemos até Taveiro, ás portas de Coimbra, a Cidade do Conhecimento. 



Nome: Restaurante do Mercado Abastecedor
Data da visita: Agosto de 2016
Localização: Mercado Abastecedor de Coimbra (MAC), Taveiro, Coimbra
Comentário: No mercado abastecedor? um restaurante? porreiro?!? estará o leitor/comensal a questionar se não haverá algum erro. É verdade! Aceito alguma dificuldade no reconhecimento, pois eu próprio sempre tive o (pre)conceito que neste tipo de espaços os estabelecimentos de restauração, serviam um perfil de comensal especifico, de pessoas em trabalho ou em passagem por motivos de trabalho que tipicamente optam por pratos básicos e rápidos. O Restaurante do Mercado Abastecedor, é um exemplo que há sempre uma execeção à regra. A primeira coisa que retemos é que os proprietários não perderam muito tempo a pensar no nome ... restaurante do mercado abastecedor ... no mercado abastecedor ...Outro aspecto a esclarecer, é que apesar do estabelecimento se encontrar dentro do perímetro do MAC está aberto ao público, e não tendo qualquer relação com uma das empresas a operar no seu interior, eventualmente terá de pagar o estacionamento. Nada mais.
A primeira coisa que o comensal vê ao acercar-se da casa é a banca de peixe com alguma diversidade de pescado, que por canais não oficiais, soube que é abastecida diariamente a partir da lota da Figueira da Foz. Mesmo ao lado, temos acesso visual à grelha, onde com mestria são tratados os bichos do mar que os comensais vão pedindo.
Sentados à mesa, e aqui atente o potencial visitante, que a casa enche cedo e rápido, vamos iniciando com umas simples entradas de pão e manteiga. De seguida, uma sopa de legumes em puré, em que a terrina é deixada na mesa para o comensal se servir da quantidade e vezes que quiser. Uma sopa cheia de sabor, que mesmo eu, um não grande fã comi e repeti.
Sem supresa, a carta é forte no peixe, pelo que foi para esses lados que o grupo se virou. Um robalo de bom porte (arrisco dizer perto de 1kg, cuja foto poderá confirmar) para cada dois, com a respetiva guarnição composta por batata assada e legumes cozidos. Servido escalado, de carne branca, a frescura do peixe evidenciou-se. Talvez por algum azar, o meu estaria talvez um pouco mal passado de mais, estando algumas partes um pouco cruas ... porém nada que inviabilizasse as notas positivas a atribuir à casa e ao seu produto.
A generosidade da dose é por demais evidente na foto que convosco partilho. Coube a um pequeno jarro do branco da casa, acompanhar o peixe. Não retive a origem do vinho, mas tinha frescura e bons aromas a fruta. Cumpriu na perfeição a tarefa que lhe estava destinada.
Apesar de saciado, houve ainda vontade de experiementar uma sobremesa da casa, uma tarte de queijada. Boa, sem deslumbrar, mas aparentemente caseira. Conseguiu fechar o fight com um toque a doce.
A conta foi (mais uma) agradável surpresa ... não chegou aos 10€/pax!! Comer peixe fresco em porções generosa, com sobremesa e vinho abaixo dos 10€/pax é obra!
Repeteco? Felizmente, por diversos motivos serei obrigado. Yes!

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Sunday, 3 July 2016

Coimbra tem mais encanto ... à mesa

A zona de Coimbra pode ser, para os mais distraídos, considerada uma zona com pouca identidade gastronómica, principalmente quando comparada com outras regiões como o Minho, o Alentejo ou Trás-os-Montes. Nada de mais errado, se pensarmos na riqueza e diversidade da cozinha beirã, a proximidade ao leitão e o facto de ser o berço da mítica chanfana, um expoente máximo da nossa gastronomia. Hoje vamos até Coimbra e não é para ouvir o fado nem ver capas e batinas.

arroz de feijão
os famosos ossos e a petinga em escabeche ao fundo
a famosa chanfada, embaixadora da cozinha beirã
um close-up da chanfana
o arroz de feijão com a vitela
vomitado ... a especialidade da casa

Nome: Zé Manel dos ossos
Data da visita: Maio de 2016
Localização: Coimbra, centro da cidade
Comentário: reconheço que Coimbra não é um ponto de paragem habitual nestas minhas andanças pelo nosso abençoado retângulo à beira mar plantado. Não porque tenha algo contra, muito pelo contrário, mas porque simplesmente não se proporciona. Na mais recente visita à cidade dos estudantes o que mais me impressionou foi a movida alimentada à base de turistas, maioritariamente estrangeiros. Isto é algo que estamos habituados a ver em cidades como Lisboa ou Porto, mas sinceramente não estava à espera de encontrar uma Coimbra cosmopolita e multi-cultural. O plano era almoçar na cidade em spot referenciado há já algum por tempo por um kamarada comensal, descrito como: 
- ... um sítio muito pequeno, onde se comem ossos. 
- Ossos? - questiono eu ... 
- Sim, tipo costelinha, mas diferente ... muito bom!
- Ah ok! Tenho de um experimentar ... thanks pela dica.
Ora, bastante tempo depois, numa paragem na cidade do conhecimento, eis que surge a oportunidade de tirar do "saco das dicas", o Zé Manel dos ossos. Localizado em pleno coração da cidade, de estacionamento entre o muito dificil e o impossível, numa viela em que literalmente não cabem das pessoas lado a lado, chegamos ao Zé Manel. A primeira visão é de uma fila de largos metros composta por pessoas de todo o mundo ... maldito sejas, Tripadvisor que revelas todos os segredos a qualqur um!
Depois de uma boa meia hora a aguardar na fila, lá nos foi dado acesso ao interior da casa e imediatamente me veio à memória a primeira descrição da casa como "um sítio muito pequeno" ... pequeno é favor! É mesmo bastante pequeno, com cerca de meia duzia de mesas, num espaço onde normalmente não caberiam mais de três! 
papel com dedicatórias a cobrir as paredes
O elemento que mais depressa salta à vista da decoração é o facto das paredes estarem repletas de papeis com dedicatórias, em todas as linguas ... algo a fazer corar qualquer monumento de nível mundial. Papel, papel, papel por todo o lado, a contribuir ainda mais para um ambiente a roçar o claustrofóbico. A propria forma de staff receber e servir os comensais é por si só parte do espetáculo. Boa disposição, brincadeira e interacção com os clientes é uma constante. A carta como seria de esperar é composta por petiscos de comida tradicional portuguesa e possui bastante diversidade. Como não sabiamos exatamente o que pedir e pretendiamos provar o maior numero possível de pitéus, optamos pela decisão técnica mais acertada: a elaboração de um pijaminha, ideia apreciada pelo simpático senhor que nos atendeu e que ajudou com toda a boa vontade a que fossem seleccionados os petiscos mais emblemáticos da casa. Depois de algum trabalho técnico, o produto final foi:
- a petinga com molho de escabeche
- os famosos ossos
- a imperdível chanfana com batata cozida e feijão verde
- vitela grelhada com arroz de feijão

Se algo havia, transversal a todos os pratos, era a excelência e o aspeto caseiro. As petingas estavam bastante boas, com sabores evidentes do vinagre. Os famosos ossos, são as costelas de porco cozidas, com um molho à base de pimentão (especulo eu que fosse pimentão) simplesmente dívinal. Uma forma diferente de comer as costelas do porco, que ficou desde logo com mais um fã para toda a vida. A carne da chanfana estavem bem macia e tenra (a desfazer com o garfo) com molho bem escuro repleto de sabor. Arrisco dizer que esta chanfana passou para o meu top 3 pessoal do prato. Terminada a chanfana, eis que chega a hora de passar ao que elegi como o prato rei do fight: o arroz de feijão com vitela grelhada. De todos, claramente o prato mais simples e menos diferenciador, mas cuja genialidade do arroz trouxe essa consequencia ... o feijão era caseiro, e o arroz estava cozido na perfeição numa calda vermelho vivo e grossa que era uma verdadeira explosão de sabor. Simplesmente viciante, ao ponto de dizer que em futuros repetecos, tudo teria de ter este arroz a acompanhar. É preciso dizer mais?!?! 
As doses são bastante generosas, mais do suficientes para satisfazer o mais ávido comensal. Coube ao tinto da casa a dificil tarefa de casar toda esta diversidade e complexidade de sabores, um néctar de Terras de Sicó com taninos evidentes e boa estrutura. Nota muito positiva pela escolha de um vinho da região para levar o emblema da casa, mais ainda sendo uma zona fora das grandes e mais consensuais regiões vinicolas. Uma oportunidade para provar coisas diferenciadoras.
A generosidade das doses e a estrutura dos pratos mandavam que saltassemos a sobremesa, mas o facto da especialidade da casa se chamar "vomitado", sim percebeu bem, "vomitado", fez com que a curiosidade falasse mais alto e houvesse ainda a vontade de arranjar um espacinho para receber a especialidade de tão sugestivo nome. O vomitado é um doce de ovos e amêndoa, simplesmente divinal. O amargo da amêndoa e o bom doseamento do açucar proporciona um bom equilibrio ao ponto de nos congratularmos por não termos cometido o erro de saltar a sobremesa. 
Um bom par de horas depois de termos iniciado o fight eis que chega o momento de pedir a dolorosa, que rondou os 15€/pax, que transporta o Zé Manel para o pódio da melhor relação preço/qualidade. 
Repeteco? é assim: no dia da visita e nos dias seguintes, devem ter sido umas dezenas as vezes que dei por mim a pensar quando regressaria e até já tinha a ementa mentalmente preparada ... claro que iria envolver bastante arroz de feijão! É preciso dizer mais? 5*.



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Sunday, 15 November 2015

De novo para os lados de Fátima

Fátima, além de ser um sitio abençoado está estratégicamente localizado, para aqueles que fazem da A1 a sua segunda casa. Distante q.b de Lisboa para que a passagem seja em plena "hora do lobo" e plena de oferta na área da restauração, mais uma vez recorri ao amigo Google para descobrir novo spot ... com a ajuda da Nossa Senhora tudo se iria resolver.




Nome: Sonabrasa
Localização: Fátima, na rotunda Sul
Data da visita: Novembro de 2015
Comentário: já acima foi dito o método usado para descobrir o spot. As criticas não eram más e a localização jogava a favor. Chegando à rotunda sul, o Sonabrasa é facilmente visualizado. Porém, à chegada deparei-me com um café...mau, estava em sofrimento total tal era a fome, quando verifico que existia uma entrada lateral com acesso a uma sala de jantar. A decoração é extremamente simples sem qualquer tentativa de criar uma mínimo de conforto e acolhimento ao comensal, compensado no entanto pela simpatia do staff. A ementa é composta por comida tradicional portuguesa com alguma diversidade tanto em termos de carne como de peixe. Sem saber porquê estava impelido para ir no bacalhau nesse dia ... e a carta tratou de satisfazer esse meu desejo: havia bacalhau assado na brasa. Era isso ... uma posta do peixe rei assado na brasa a acompanhar um tinto, ia ser a prenda que ia oferecer a mim próprio. Em pouco tempo, tinha uma travessa com uma posta generosa, com bastante alho, ladeada por batata e legumes cozidos. Depois de devidamente regada com azeite, deu-se inicio ao fight. A posta era alta, branca e lascava com facilidade. Era portanto bacalhau de qualidade. A simplicidade do prato contrastava com o aconchego que proporcionava. O dito tinto que maridou com a posta, era jovem, frutado e fácil. Não questionei a sua origem, mas pela boca atiraria que seria algo da região.
Terminado o embate com a posta, seguiu-se a sobremesa. Ao ouvir pela boca do empregado a existência de um doce da casa, firmei logo ali a minha escolha. É uma pratica minha, optar pelas sobremesas especialidades da casa. Fiquei um pouco desiludido. Não é que fosse má, mas não era nada mais que o clássico leite condensado/natas/bolacha ... muito mediado.
Finalizadas as hostes seguiu-se a conta: 20€/pax. Um pouco exagerado, em minha opinião. Só 6€ foram de um pão, 2 croquetes e um queijinho.
Repeteco? Provavelmente não. Não estou a dizer que comi mal ou fui mal atendido, mas por este valor há um ou outro sítio em Fátima, claramente bastante superiores.

Wednesday, 1 July 2015

Mais um para os peregrinos da A1

Mais uma piscina Lisboa-Porto pela A1, e eis que Fátima é a localidade escolhida para o stop do jantar merecido. Eis que surge a ideia de pegar no telemóvel, pesquisar no Tripadvisor por restaurantes em Fátima, ordenar por pontuação, e seja o que a Nossa Senhora quiser, ...



Nome: A Tasquinha
Data da visita: Junho de 2015
Localização: Fátima, junto ao santuário
Comentário: o risco era grande, mas queria mesmo comprovar se nos dias que correm  podemos confiar o ato sagrado da refeição nas reviews de comensais dos sites e portais da especialidade...cada vez mais me convenço que sim. Se centenas de pessoas dizem o mesmo, não podem estar todos errados, certo?
A Tasquinha é um spot, mesmo junto a uma das entradas do santuário. O espaço é grande, e a decoração simples e funcional. Para o embate da noite, confiei numa das especialidades assinaladas no cardápio: o polvo à lagareiro. E não me arrependi. O polvo estava tenro, bem cozinhado e muito saboroso. Acompanhava com batatas a murro e feijão verde cozido ligeiramente salteado. Tudo bem regado com azeite de qualidade da região. A dose era bastante generosa ... a meia dose recomendada para um comensal não foi consumida na totalidade. Para beber, a escolha caiu sobre uma 0.375cl do tinto da casa, um vinho de lavrador da região da Vidigueira, que me surpeendeu pela positiva, revelando-se bastante frutado e com estrutura suficiente para aguentar o polvo. Consegui reparar que a lista de vinhos era diversificada e tinha referencias de qualidade a preços razoáveis.
A lista das sobremesas era variada e era composta por doçaria tradicional. Optei pela tarte de limão, que se revelou uma escolha acertada.
No final, a dolorosa ficou nos 17€/pax. Achei um valor perfeitamente adequado à refeição apresentada.
Repeteco? Sem duvida. O Crispim terá de me partilhar com A Tasquinha, ocasionalmente.


Saturday, 27 June 2015

"A" paragem obrigatória para quem faz a A1

Há sitios que existem à tantos anos, que parece que são mais antigos que o próprio tempo. Durante uns tempos deixamos de lhes dar atenção, mas acabam por voltar com força redobrada ... algo apenas ao alcance dos bons. Há inumeras teorias sobre os spots de paragem de quem faz as piscinas Porto-Lisboa pela A1, mas sobre um em particular estamos todos de acordo ... Keep calm, tás a chegar ao arroz de tomate.


Nome: Manjar do Marquês
Data da visita: semana sim, semana não ... ás vezes semana sim, semana sim
Localização: Pombal. 4km desde as portagens do Pombal
Comentário: não vou estar a gastar o tempo do leitor a descrever a casa nem o conceito. Se nunca foi é ir. Uma das grandes vantagens é que nesta casa servem até tarde...não é invulgar estar a jantar ás 23h, e o staff sempre disponível.
O produto principal é o arroz de tomate malandrinho, quase sempre acabadinho de fazer dada a rotação da iguaria. Depois é escolher o acompanhamento. Acabo sempre por optar pelo panado, chamuça e pastel de bacalhau. Em fights passados já fui na posta de bacalhau frita, e não desilude. No que ao vinho diz respeito, opto sempre pelo vinho do mês a copo, que vai variando ao longo das semanas. Tipicamente, marcas para mim desconhecidas mas todas sem exceção boas. Sim, nunca me aconteceu o vinho do mês ser menos bom. O trio de fritos mais a pratada de arroz, nunca deixam espaço para sobremesa, pelo que não vou entrar em detalhes. Café e conta que ainda são mais 150km até casa.
A conta ronda os 11€/12€, ou seja metade do que gastaria nas estações de serviço em algo bastante inferior.
Repeteco? Garantido como o sol nascer de manhã. A partir de 2015, começaram a fechar ás 4ª feiras, pelo deitem um olho ao post sobre o Crispim, em Fátima.

Friday, 26 June 2015

Faz a A1 regularmente? Então precisa de saber isto

Quem, como eu faz com regularidade as piscinas da A1 Porto-Lisboa, precisa de conhecer sitios para comer (bem) a meio caminho. Dicas de quem se cansou das estações de serviço:
- têm de servir até tarde. Um restaurante que deixe de servir ás 21:30h não serve a quem sai de Lisboa ás 19h-20h ou mais
- não pode ser a mais de 4km da portagem
- abaixo dos 20€/pax


Nome: O Crispim
Data da visita: Fevereiro de 2015
Localização: Fátima, perto do centro
Comentário: apesar da casa existir há muitos anos, apenas a descobri recentemente, por força do Manjar do Marquês ter começado a fechar ás 4ª feiras, e ter a necessidade de descobrir poiso para as viagens às quartas. A especialidade são os grelhados, tanto de peixe como de carne... e tudo tem otimo aspeto. No dia do fight fui num bacalhau grelhado com migas e batata a murro. Estava delicioso. A posta, generosa, é alta, branquinha e sai ás lascas. O vinho foi o da casa. Um tinto da região, que cumpriu sem deslumbrar. A sobremesa foi um cheesecake de morango, que arrisco dizer um dos melhores que já comi. O tombo fica pelos 20 e poucos euros.
Recomendo, recomendo, recomendo.