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Saturday, 30 January 2016

Hamburgeres artesanais em pleno Chiado

As nossas cidades estão realmente transformadas e a nossa capital não é exceção. O Chiado está diferente...movimentado, cosmopolita e inundado de oferta gastronómica diversificada e de qualidade. Sentimos que estamos numa grande capital europeia ... até no preço!



Nome: Honorato, hamburgeres artesenais
Localização: Lisboa, zona do Chiado
Data da visita: Janeiro de 2016
Comentário: quando pensamos em gastronomia, hambuger não é propriamente a primeira coisa que nos vem à cabeça. Desde sempre associados ao fast food, a verdade é que quando achamos que algo que não tem por onde inovar, há sempre alguém que nos mostra que estamos errados e o surgimento, nos ultimos anos, de hamburgarias gourmet e artesanais são exemplo disso. Honorato é uma cadeia de restaurantes especializada em hamburgers artesenais com meia dúzia de spots espalhados pela cidade capital. Este fight ocorreu no Chiado, um local especial e carismático, portanto. A sala é bastante espaçosa, com um decoração prática e em tons de escuro. A clientela é um reflexo do que encontramos nas ruas ou seja uma mescla de línguas e nacionalidades.
A escolha foi para o Hamburger Honorato, o mais portento do menú. A carne é servida no clássico pão de sementes para hamburger com bacon, ovo, queijo cheddar e salada. Que não fiquem dúvidas sobre a qualidade e generosidade da carne, assim como o sabor fantástico que o conjunto proporcionava. O acompanhamento, as clássicas batatas fritas, estavam estaladiças e ... viciantes. A tarefa de empurrar a sande, coube a um pint de cerveja fresca.
Estava bom? Sim! É o melhor hamburger do mundo? Não .. mas estava bastante bom e dentro do  género cai sem sombra de dúvida no top 5.
Quando chega a hora de saldar contas, pode o comensal contar com algo a rondar os 15€/pax, mais até dependendo do que beber ou se avançar para sobremesa, à qual não fui dada a substância que o hamburger proporcionou.
Repeteco? Sim, voltarei quando houver oportunidade para tal.
Honorato Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Wednesday, 20 January 2016

Novidade! Agora com informação dos locais visitados no Google Maps

Os mais atentos poderão já ter reparado que os posts mais recentes possuem informação mais detalhada sobre a localização geográfica dos spots  visitados pelo vosso amigo. Pois é, realmente é informação muito importante ... basta que procurem no fim dos posts o link:


Ao clicarem será imediato aberto a vossa aplicação de mapas pré-definida, como o Google Maps, com a localização exata do spot.
Util, não?

Monday, 18 January 2016

Rápido, bom e barato em Alfena

Quantas vezes andamos por uma zona, e o que daríamos por uma dica sobre um spot que proporcione uma refeição rápida, de qualidade e a preço contido? Nem sempre um fight tem de ser uma experiência estratosférica para proporcionar um bom repasto. Ás vezes queremos e temos de ser práticos e saber onde comer bem, rápido e barato é uma mais-valia.



Nome: o Teles
Localização: Alfena
Data da Visita: Dezembro de 2015
Comentário: o Teles apesar de ser um sítio simples e despretencioso, já ganhou junto dos alfenenses o estatuto de clássico da zona. A sala é de dimensões generosas, com um decoração simples e com mais preocupações funcionais do que estéticas. Não é propriamente o sítio mais indicado para um jantar especial a dois, mas serve na perfeição para uma refeição a solo, em grupo ou mesmo por um almoço informal de trabalho.
Imediatamente, após nos instalarmos somos abordados por um staff bastante eficiente ... eficiente se calhar é pouco, enérgico é talvez o termo adequado, que debita  num fluxo rápido e continuo os vários pratos disponíveis. São diversos, tanto de carne como de peixe com especial nota para os grelhados. Aliás faz parte do decor da sala uma imensa grelha a carvão onde os mesmos são elaborados. Nesta visita em concreto, optei pelos rojões à moda do Minho ... feitos de forma honesta, com um perfume a cominhos a emanar da púcara de barros onde são servidos. As tripas, sangue frito, legumes, batata frita e arroz branquinho completavam a obra. As doses são (muito) generosas.
Acompanhou com o tinto da casa (do dia), um tinto de Reguengos que sem deslumbrar conseguiu controlar a estrutura do prato. Dada a altura do ano, a finalização coube a um par de rabanadas, que sem deslumbrar conseguiram dar um fim doce ao repasto.
Aos almoços, o Teles opera numa lógica de diária com valor fixo de 8.50€. Um excelente valor para a refeição proporcionada.
Repeteco? sem dúvida que sim. Pela qualidade, pelo preço, em lazer ou em trabalho andando pela zona, o Teles é uma das escolhas óbvias.

Saturday, 9 January 2016

Novamente pela baixa do Porto

Frequentemente, temos vindo a falar da baixa do Porto. Não tenho culpa. Essa, é dos numerosos novos spots surgiram e continuam a surgir. Decididamente, o Porto vive um novo momento. O dia era de festa, de grupo e a decisão foi rumar para onde se comesse bem.  A tarefa não era facil ... o grupo era grande e composto por comensais, jovens e avidos de alimento.




o cheesecake já ia a menos de meio quando me lembrei do registo fotográfico
Nome: Maria Rita
Localização: Porto, junto à Praça dos Poveiros
Data da visita: Dezembro de 2015
Comentário: o Maria Rita já existe há uns bons anos, muito antes desta revolução que a naçon vive, porém  e no seguimento da renovação das geração, o sítio reinventou-se e abriu-se a uma nova clientela. A sala não é muito grande e as filas são comuns. Deve portanto o comensal precaver-se e munir-se de reserva prévia, principalmente em fins de semana. A decoração é tipicamente rústica o que não deixa qualquer margem para dúvida que aqui a comida tradicional portuguesa é figurina. O ambiente é descontraido, a clientela jovem e vem em grupos que aqui iniciam a sua ronda pela noite do Porto. Tenho as minhas dúvidas que seja o sítio ideal para um jantar a dois, precisamente pelo ambiente animado e algo barulhento que pode encontrar ... não é uma crítica, é um alerta. A gestão é familiar e o staff simpatico, eficiente e descontraido, em linha com o ambiente da casa. Para a abertura das hostilidades, bolinhos de bacalhau acabados de fritar, enchidos e queijo amanteigado de Azeitão fazem as honras. Qualidade evidente e indiscutível. A carta não é imensa, mas nela figuram opções de carne e peixe. Para este fight, a escolha foi para um choletón (costeletão de novilho). Um imenso naco de carne mal passado, tenro e saboroso foi servido acompanhado por batata à rodela e salada ... lá se vai a dose diária recomendada de carne vermelha, da Organização Mundial da Saúde. Para moer um naco destes, impunha-se um tinto pujante. tendo a escolha recaído sobre o vinho da casa, um regional transmontano de marca Lhéngua Mirandesa. Servido em copos adequados, o Lhéngua mostrou estrutura e força para aguentar o costeletão. Se a escolha dos copos foi adequada, o mesmo não posso dizer da temperatura de serviço, pois era evidente que o vinho tinha sido chambreado ... deveria estar a mais de 25ºC. Só quando a temperatura do vinho baixou para algo mais perto dos 17ºC, é que foi possível sentir a fruta e o corpo ao vinho, que só o nosso Trás-os-Montes consegue fazer. O finalmente, coube a um cheesecake fresco e com boa textura. Não foi o melhor que já comi, mas fechou o repasto com nota positiva. 
O café é acompanhado com uma aguardante, oferta da casa, numa garrafa de dimensões imensas, colocada à disposição do comensal com direto a refill(s) ... um miminho da casa.
O preço, é uma das virtudes do Maria Rita ... um fight fica numa média a rondar os 16€/pax, o que faz deste spot um bang for a buck. Valeu!
Repeteco? Sem dúvida que sim. Pela zona, espaço, simpatia, qualidade da comida e excelente relação preço/qualidade.



Maria Rita Restaurante Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Wednesday, 6 January 2016

Há uma nova trend ... tasco-chic

Por mais do que uma vez, foi aqui abordada a nova movida da cidade do Porto no que à oferta na restauração diz respeito. Da muita e diversificada oferta disponível, apercebi-me que há um nicho de spots ao qual chamei tasco-chic. São spots que em tempos idos eram ...tascos, botecos. botequins mas que são ao momento atual sitios da moda, com muita afluência e com uma clientela renovada. Hoje vamos falar de um dos mais míticos tasco-chic spot da nação azul e branca.

  
Nome: Casa Guedes
Localização: Porto, Praça dos Poveiros, na Baixa
Data da visita: Dezembro de 2015
Comentário: a Casa Guedes faz parte da história da cidade. Provavelmente, os seus fundadores não sonhavam que o seu projeto iria estar no epicentro do roteiro gastronomico da Invicta. O espaço é pequeno, complementado com uma agradável esplanada virada para o Jardim de S. Lázaro. Aqui podemos ver todo o estilo de comensais, desde o executivo engravatado aos grupos de jovens em modo de preparação para a noite do Porto. E em grande número ... as longas filas são uma visão comum. A casa disponibiliza refeições baratas e petiscos diversos, mas a cash cow, a rainha, são as sandes de pernil com queijo da serra que fizeram a fama desta casa. Uma generosa fatia de pernil, de carne tenra e suculenta repousa num pão aquecido juntamente com uma fatia de queijo da serra para o amanteigado. Reza, que o pernil é cozinhado seguindo uma receita secreta. Simplesmente, fantástico. Para este fight seguindo a sugestão do staff optei por acompanhar a sande com uma stout, servida em copo de pint bem fresca. Acompanhou bem, porém a especialidade da casa é um vinho espadal da zona de Baião, servido em flutes ... para quem não conhece, espadal é uma especie de um rosé frisante de vinho verde. Boa acidez e frescura, ...ideal para cortar a gordura do porco e do queijo. Aqui não há sobremesas ... para aconchego, a minha sugestão vai para uma segunda sande ... e mais uma stout ou espadal.
A conta é simples ... ronda os 5€ por cada sandes e bebida. É perfeitamente possivel fazer uma petiscada por 10€/pax. Um valor justo.
Repeteco? Claro que sim! Seja para um petisco rápido ou para algo mais demorado, a Casa Guedes é ponto de paragem obrigatório para quem ande pela zona da baixa.

Casa Guedes Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Friday, 1 January 2016

Tradição com inovação em Leiria

O dia era de viagem, logo uma janela de oportunidade para conhecer mais um sítio, para referencias futuras. A zona, o Oeste, concretamente Leiria. Armado com o tripadvisor no smartphone e depois de avaliadas as sugestões, a escolha foi para uma casa, que pelas avaliações aparentava ser consensual.




Nome: Casinha Velha
Localização: Leiria
Data da visita: Dezembro de 2015
Comentário: a Casinha Velha, não é bem em Leiria...é em Marrazes, que fica a poucos kms da cidade. Seguindo as intruções do GPS somos encaminhados para a morada, para me aperceber que a Casinha Velha, é vizinha do mítico spot da região, o Tromba Rija. Quem conhece a zona sabe portanto, que o estacionamento é caótico. A localidade é uma típica aldeia portuguesa, com ruas estreitas e sinuosas, com largura suficiente para um trator. Só a afluência ao Tromba Rija, é mais do que suficiente para consumir todo e qualquer espaço livre nas redondezas. Ultrapassada a primeira etapa do estacionamento, seguimos em direção ao objetivo que cá nos trouxe. O restaurante é como o nome sugere, uma casa à antiga de dois pisos. A decoração interior é rústica e tradicional, que transmite uma sensação acolhedora. Um elemento que rapidamente chama à atenção é a garrafeira exposta por todo o local. Imensa e muito diversificada, com nota especial para a variedades de champagnes (além de espumantes nacionais, há uma panóplia de champagnes franceses), devidamente armazenados em arcas refrigeradas para armazenamento de vinhos. Aliás, os vinhos são um trunfo da casa, tanto pela diversidade, qualidade e pelos cuidados apropriados no que toca ás temperaturas de serviço e respetivos copos. Uma troca de palavras com o staff permite rapidamente verificar a preparação e formação no tema. Nota positiva, portanto para no que à carta de vinhos diz respeito. É notório o cuidado na preparação das mesas, desde as toalhas impecávelmente dispostas à loiça utilizada. Logo para o arranque, é disponibilizado aos comensais uma serie de entradas, com especial nota para uma tábua de queijos e enchidos de produção 100% nacionais, uma cesta de pão e pão com chouriço acabado de fazer e um prato de presunto de porco preto. Tudo de excelente qualidade e com exímio cuidado na preparação. Para prato principal e seguindo a sugestão do staff a escolha foi para o arroz de pato, tido como uma das especialidades da casa. A sua forma de confecção é inovadora com o uso de pinhões, passas e ananás com o toucinho de porco cortado de forma quase artística. O prato estava bem muito confeccionado com o arroz cozido no ponto sem estar nem seco nem gorduroso de mais. Pessoalmente, para arroz de pato prefiro a abordagem mais tradicional, pelo que não este não será para mim o melhor arroz de pato. Vinho a copo, faz parte da oferta da já anteriormente elogiada carta de vinhos da Casinha Velha. Há bastante oferta tanto de brancos, tintos e espumantes/champagnes. Os preços no entanto, são para o proibitivo. No vinho a copo, não há nada a menos de 5€/copo. Nas garrafas, os valores são os 4x a 5x o valor do retalho, e nas centenas de referências (sim, a carta tem seguramente centenas de marcas nacionais e estrangeiras de todos os estilos disponíveis), muito poucas há abaixo dos 20€. Para o dia a escolha foi para um branco do Dão, a copo, cuja marca não retive, da casta encruzado de um pequeno produtor a iniciar-se. Devido à agenda apertada, a juntar ao facto do serviço não ser propriamente rápido (não é uma critica...quem vem à Casinha Velha, não deve ter restrições de tempo, pois o cuidado na elaboração dos pratos assim o exige) tivemos de saltar a sobremesa e mesmo o café,... com muita pena, admito já, pois os descritivos da carta e o preview das outras mesas, adivinhavam momento de excelência.
Diz o ditado popular, que na melhor toalha cai a nódoa que no caso da Casinha Velha são os preços praticados. Apesar da qualidade, um valor a rondar os 30€/pax, sem sobremesas e em que as bebidas além de água foram dois copos de vinho é excessivamente elevado. Num repasto standard com sobremesas, vinhos e café disparará certamente para valores superiores a 40€/pax. O prato de presunto, acima mencionado custa a módica quantia de 10€! Tem qualidade, sem dúvida, mas estamos a falar de um pequeno prato com uma dúzia de pequenas fatias. E isto sem sequer tocarmos na tábua de queijos e enchidos, que soube posteriormente que funciona numa lógica de peso o cliente paga ao peso o que consumiu. Em suma, a Casinha Velha é um restaurante que prima pela excelência dos seus produtos e pela qualidade da sua cozinha. Porém pratica preços excessivamente elevados, onde tudo é pago ... exemplo disso, os 2.50€ por um prato de azeite, para molhar o pão, que não continha mais do que um dedal.
Repeteco? dada a politica de preços, é pouco provavel que as visitas à Casinha Velha sejam frequentes. Se os preços fossem cerca de 30% mais baixos, estariamos perante um melhores sítios da região...

Saturday, 26 December 2015

Na nova movida da Invicta

Já muito aqui falamos da nova movida do Porto, especialmente da baixa. Quem conheceu o Porto há 10 ou mais anos tarde, recorda-se com certeza de uma cidade deserta, cinzenta que a partir de certa hora estava entregue aos gunas e gandins (aka chungas, versão portuense dos dreds). De tempos para cá a cidade transformou-se. Está cosmopolita, animada e diversificada. Quem muito ganhou foi o sector da restauração. Populam pela cidade imensos novos spots que oferecem aos veraneantes oferta diversa, umas vezes com mais ou menos qualidade.




Nome: Temako, Food Corner
Localização: Porto, na Baixa
Data da Visita: Dezembro de 2015
Comentário: O Food Corner, vale pelo seu conceito inovador. Não é um simples restaurante, mas sim um edíficio com vários pisos onde co-existem 5 restaurantes distintos, cada um a ocupar o seu próprio espaço, mantendo porém uma linha comum entre todos. Aqui pode o comensal optar por cachorros, hamburgers, sushi, crepes doces e pizzas. Temako, é portanto o nome do espaço sushi no Food Corner e que nos convenceu a entrar e conhecer melhor o espaço. O lugar é pequeno não tendo mais de 3 mesas e a lógica é fazer o pedido ao balcão e aguardar que o mesmo nos seja entregue com recurso a um daqueles avisadores luminosos e sonoros que nos alertam quando é chegada a nossa vez de nos dirigirmos ao balcão levantar o petisco. Nota positiva pelo staff que está atender os clientes, pela disponibilidade em ajudar na escolha do menú indicado e mesmo sugerir as quantidades a pedir. A clientela é muito late teens/early twenties, pelo que  deve o comensal ter isto em conta, mediante o tipo de fight que tem em vista. O carta é simples: há menus de sushi do dia, escolha do sushiman  de 8, 12 e 16 peças. Existe ainda um menu hot que como o nome indica é maioritariamente composto por peças quentes, tipo tempuras. Há também, à parte pratos de sashimi, temakis e sopa miso. O serviço é rápido e em minutos somos chamados ao balcão. Nota muito positiva para a apresentação, sendo o sushi servido numas taças de verga que nos remetem para imagens mais rurais e remotas da Ásia. A construção das peças também tinha um aspeto cuidado, válido também para o menú quente. Neste, as tempuras estavam regadas com um molho agridoce e espesso que dava bastante sabor e que dispensa de todo a soja. O outro menú de sushi, estava uns pontos abaixo: as peças estavam pouco compactas, desfazendo-se facilmente ao serem manipuladas com os paus. Não estando propriamente mau, já comi bem melhor. Era notória a frescura do peixe, mas não era cheio de sabor. Não encantou. Para acompanhar, os menús incluem chá ou limonada, tendo a limonada sido a escolha ... zero açucar! Dava para estalar o dente e adormecer a lingua. Vinho a copo está tambeḿ disponível, porém é pago à parte. O branco disponível a copo, era um Planalto Branco, do Douro, servido num copo adequado e à temperatura correta. As doses não sendo imensas, permitem saciar sem encher. Para os comensais mais famintos a opção pelo menú de 16 peças deve ser seriamente considerada.
Findo o repasto, a dolorosa é algo a rondar os 12€/pax, o que permite classificar como uma refeição em conta.
Repeteco? É pouco provável. Não foi uma questão de ter sido mal servido ou do sushi ser mau. Porém, não foi especial o suficiente para ponderar lá voltar de propósito. Poderei regressar para experimentar os outros espaços (consegui deitar o olho aos hamburgers e pela vista prometia) ou mesmo repetir o sushi caso se proporcione.
Temako Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Saturday, 19 December 2015

Peixe em Matosinhos

Matosinhos é a Meca dos apreciadores de peixe. Quem conhece a terra, não esquece aquela zona junto à lota, com restaurante porta sim, porta sim, cada um com o seu grelhador à porta a seduzir os comensais para entrarem e provarem o melhor que o mar do Norte tem para oferecer. Peixe é em Matosinhos.





Nome: Tito I
Localização: Matosinhos, na avenida dos restaurantes, junto à lota
Data da Visita: Novembro 2015
Comentário: esta era uma visita já há muito prometida. O dia era para peixe e Matosinhos acabou por ser a escolha obvia. Zona de estacionamento dificil, o rumo foi a avenida Herois de França onde estão concentrados os melhores e mais conhecidos restaurantes de peixe da cidade. Apesar da imensa oferta, há meia dúzia de casas que pela sua antiguidade e reconhecida qualidade, são (para mim) pontos de referência ... a casa Tito é uma delas. Há o Tito I e Tito II, sendo o II uma expansão do primeiro. A opção foi a versão original, ou seja  o Tito I. Imagem de marca dos restaurantes da zona, em pleno passeio, a grelha a carvão a tostar os espécimes com ar fresco e de mar, saúdam os comensais e convidam a entrar. A decoração é simples, acolhedora e o staff simpático e eficiente. A carta, como seria de esperar é maioritáriamente de peixe grelhado. Há também opções de carne, porém, reconheço não ter prestado grande atenção. O fight iniciou-se com uma sopa de peixe, rica e com muito sabor a mar. Para o round principal, a escolha recaiu sobre duas douradas de mar de tamanho generoso e frescura mais do que evidente. Grelhadas em carvão, escaladas, acompanharam com batatas assadas bem regadas com azeite de boa qualidade e alho e legumes salteados. Tudo cozinhado na perfeição. Esta festa do mar e da terra, acompanhou com o Mural Branco 2014 da Quinta do Portal, um clássico do nosso Douro. A frescura e a boa acidez do Mural, casaram na perfeição com as douradas. A carta das sobremesas é diversa e composta por doçaria tradicional. O eleito, foi o bolo de chocolate, um bolo denso com uma cobertura tipo brigadeiro de dimensões generosas. Bem feito, com bom equilíbrio doce/amargo, revelou-se um ótimo finalizador.
O repasto ficou a rondar os 27€/pax, um valor justo e alinhado com a restante oferta da zona, considerando ainda que é peixe de mar. Mesmo a carta de vinhos, apresenta os típicos valores de 2x preço de retalho.
Repeteco? Sem duvida que sim. O problema é que na zona há muita e boa oferta que também carecem da minha atenção. Mas que não haja dúvidas que o Tito merece futuras visitas.


Tito 1 Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Sunday, 13 December 2015

Marisco e peixe fresco em Mem Martins

Esta era uma visita já há muito planeada e desejada. Já em tempos idos um pelotão de reconhecimento tinha visitado o spot e as referencias foram as melhores. Há peixe fresco (e bom) e marisco em Mem Martins ... vamos ao Ricardo.




Nome: O Ricardo
Localização: estrada de Mem-Martins, Mem Martins
Data da visita: Novembro de 2015
Comentário: seguindo a tradição dos sítios de peixe, a segunda-feira é dia de descanso no Ricardo. Deve por isso o comensal planear o fight para outro dia da semana. Mal entramos, somos solicitados a escolher uma das duas salas disponíveis para nos sentarmos. Pormenor delicioso, para o facto de o acesso a uma das salas, obrigar a passagem entre a caixa e a zona da grelha onde somos presenteados com a visão da banca de peixe, onde a frescura e qualidade são evidentes. A decoração é simples e despretensiosa mas ao mesmo tempo acolhedora. Enquanto aguardamos, somos brindados com um paté de camarão, simplesmente divinal em que a quantidade e qualidade de marisco era tal que mais parecia que estavamos a mastigar camarão cortado em pequenos nacos. Arrisco dizer, do melhor que já comi. A carta tem alguma diversidade tanto em carne como em peixe, porém estava já previamente decidido que o dia era para peixe. A especialidade da casa é peixes como robalo ou dourada do mar (sim, do mar) escalada a acompanhar com legumes. São porém pratos para dois. Cabeça de garoupa cozida é também uma das opções. A escolha foi no entanto para o arroz de tamboril com gambas, servido em meias doses, para comensais solitários. Minutos depois, sou presenteado com uma pucara de barro de dimensões generosas com o caldo do arroz ainda a borbulhar, visão fantástica que se prolongou por dois ou três minutos ... se dúvidas havia (que não havia) sobre se seria feito na hora ... estavam dissipadas. A dose é (muito) generosa. O arroz estava cozido na perfeição, sem ser em demasia. O tamboril servido em abundância era branco e rijinho, sinal de estar no ponto ideal. As gambas de bom calibre faziam união com ameijôas. Os coentros, cortados de forma fina, discretos mas presentes foram a cereja no topo. Tudo isto, acompanhou com uma 0.5L do branco da casa, que segundo fontes não-oficiais é de um produtor local da zona de Colares. O vinho era seco, fresco e com boa acidez que se mostrou à altura do prato. A confirmar-se ser da zona de Colares, nota positiva para o Ricardo por ter optado por algo da região. Mais ainda, para algo tão invulgar como um Colares. A meia-dose é bastante generosa, mais do que suficiente para um comensal XXL... o facto de não ter ficado nada é sinal mais do que evidente da qualidade. O aconchego final calhou ás farófias, que sem surpresa estiveram à altura do antecessor ... boas, muito boas.
O preço final ficou-se pelos 20€/pax, um valor perfeitamente aceitável e justo para a refeição em causa. Mesmo que opção do vinho fosse outra, cujos valores rondavam os típicos 2x valor de retalho, o valor não subiria muito mais, mantendo o valor perfeitamente alinhado com a qualidade apresentada.
Repeteco? Sem dúvida que sim. O Ricardo passou a figurar na lista dos must-go da zona.
O Ricardo Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Saturday, 5 December 2015

Seguindo um trilho que vai dar ás portas de Sintra

Mais uma cruzada por terras de Sintra, mais uma busca por um spot à altura de satisfazer os mais exigentes e vorazes apetites. O spot em causa, é já um nosso conhecido, pelo que há pelo menos a garantia de satisfação. Mesmo ali para os lados de Sintra ... Abrunheira.





Nome: O Trilho
Localização: Abrunheira, Sintra
Data da visita: Novembro de 2015
Comentário: o sítio é já um velho conhecido e tem a vantagem competitiva de estar aberto à segunda-feira. Juntando por isso o aspecto prático ao facto de ser um dado adquirido, O Trilho foi a escolha obvia para poiso a um jantar tardio. A decoração segue o traço típico/regional, suportado por um staff simpático e e notoriamente eficiente. A carta é bastante diversificada tanto em carne como em peixe, com especial relevo para os pratos de caça. Sim, para os amantes de carne de caça e exóticas no Trilho encontrarão javali, canguru, veado, crocodilo entre outras. Tem por isso um traço de unicidade a juntar ao resto das qualidades com que esta casa acolhe os comensais. Perante tão vasta carta, a opção por um "pijama" foi a solução encontrada para alargar o leque de escolha. As hostes foram portanto iniciadas com uma farinheira, bem cozinhada e de excelente qualidade. Prometia, portanto ... O "pijama" foi iniciado com um pato assado, acompanhado por batata frita, castanhas assadas e esparregado. O pato bem assado sem estar demasiado seco tinha no topo a pele da ave crocante. Divinal. Limpa a travessa do pato, a escolha seguinte foi para a espetada à Trilho, com carne de veado, javali e camarão, secundada por legumes cozidos e salteados em azeite e alho. Carnes de excelente qualidade e cozinhados na perfeição. Nada de negativo a apontar. A opção vínica para acompanhar este festim de aves e caça, foi um jovem alentejado com provas dadas, um Vinha das Servas Tinto. A estrutura do vinho com os seus bons taninos mostrou estar perfeitamente à altura de ambos os pratos. 
Apesar da barriga dar alguns sinais de estar demasiado cheia, à simples descoberta que cheesecake de morango era opção disponivel, lá foi necessário chamar a ultimas forças para fechar o repasto de forma completa. Estava bom. Não foi o melhor cheesecake que já comi, mas não desiludiu e esteve à altura da restante refeição.
O Trilho não é propriamente um sítio barato. Uma tainada destas fica a rondar os 28€/pax, mesmo optando pelo Vinha das Servas, uma das opções mais em conta da carta de vinhos, que btw é bastante rica e diversificada, com valores a rondar os 2x, 2.5x os valores no retalho. Mas a qualidade é indiscutível e há garantia de satisfação, mesmo a comensais mais exigentes.
Repeteco? Claramente que sim. Estando para aqueles lados, O Trilho estará sempre no topo das minhas preferências.
O Trilho Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Sunday, 29 November 2015

Um after hours no coração da cidade capital

Vezes há, em que a noite já vai alta e a barriga acusa a necessidade de repasto. Pelas nossas cidades há sítios, que permitem ao mais noctívago comensal degustar um menú de qualidade a horas menos aconselháveis. Desta fomos ao centro da nossa cidade capital, outrora a metrópole do Império Português.




Nome: Galeto
Localização: Av. da Republica, Lisboa
Data da visita: Novembro de 2015
Comentário: o spot dispensa qualquer tipo de apresentação. Habitante de décadas da Avenida da Republica, com vista para o Saldanha, o Galeto faz parte da história da própria cidade de Lisboa. O sítio emana uma unicidade, não só pela excelência dos seus petiscos, como pelo horário de funcionamento pela madrugada dentro. Quem por vezes deambula por Lisboa fora de horas, encontra no Galeto um porto seguro para reconfortar os estômagos mais exigentes. Entrar no Galeto é logo de início uma viagem no tempo ... as madeiras escuras, os dourados e o estilo 70's, encarregam de mostrar que estamos num sítio que já cá estava ainda antes de muitos. Todo o espaço é percorrido por balcões, pelo que comer ao balcão frente a frente com o staff que de forma enérgica atende a clientela, faz parte obrigatória da experiência. Poderia muito bem ser um cenário de um filme do Stanley Kubrik. A carta é imensa, que vai do snack a pratos mais complexos como uma feijoada ou pernil assado. Este fight foi iniciado com um espesso creme de marisco e croutons, pleno  de sabor a mar. Para prato principal, a escolha foi para um bife do pojadouro à frigideira. Uma carne de excelente qualidade, tenra e cozinhada na perfeição. Acompanhava com uma batatas fritas, estaladiças altamente viciantes. Excelente, para não dizer menos. Para acompanhar o festim de carne vermelha, a opção foi a 0.75cl de tinto de marca própria ... um desconhecido da zona do Cartaxo, que se revelou uma surpresa muito agradável. Mais ainda, quando o PVP de cada garrafa é 3.75€ ... um achado, numa lista que não prima propriamente pelos preços baixos. A finalização foi com um Paris Brest, um doce tipicamente francês, semelhante a um eclair. Este porém, tinha um final limonado que juntamente com o chantilly notoriamente fresco, dava frescura à sobremesa. Uma boa escolha, portanto.
Tudo isto pela "módica" quantia de 27€/pax. Tenha o comensal em conta, que o Galeto aplica uma lista de preços ligeiramente mais alta a partir das 22h, devidamente evidenciada no cardápio, que inflacionou a conta final, sem dúvida. 
Repeteco? Os preços exercidos são a meu ver altos. A comida tem qualidade? Sem dúvida que sim! Porém, não tenho dúvidas que estamos a pagar o sítio em si. Hei-de voltar ao Galeto, não só pela comida, como pelo seu horário conveniente ... mas o preço pode ser um entrave a visitas mais regulares.
Galeto Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Sunday, 22 November 2015

Voltamos a falar de francesinha!

Juro que não foi de propósito. A vida é mesmo assim ... por vezes passam-se meses sem sequer sentir o aroma da dita sandes, outras sucedem-se os momentos de degustação. O corpo ressente mas a alma agradece. Vamos até Alfena, onde há um spot que as faz a lenha e muito boas.



Nome: Tappas Caffé
Localização: Alfena, na zona industrial, perto do posto da GNR
Data da visita: Novembro de 2015
Comentário: o Tappas Caffé, foi descoberto há uns tempos, um pouco por sorte ou acaso, aquando de busca de uma alternativa ao Torres. O interior do Tappas é um mescla de modernidade com castiço, com mesas e cadeiras em madeira e artesanato pendurado nas paredes. A simpátia do staff é evidente. O Tappas serve outros pratos além da francesinha, porém admito desde já que nunca prestei grande atenção à restante oferta, pelo que abster-me-ei de comentar a carta. Enquanto aguardamos pela rainha da festa, são colocadas à disposição, entradas compostas por uma broa de chouriço, finas fatias de presunto e azeitonas com azeite e alho. Nada a apontar ... tudo de boa qualidade. Em tempo razoável, eis que chega a convidada de honra. Começo por avisar que no Tappas a francesinha é feita em forno a lenha e servida em pratos de barro, o que lhe dá um ar rustico e apetecível. Logo no momento é colocado na mesma um reforço de molho, de dois tipos: o molho normal e o chamado "molho para homens", uma versão extra-spicy ... confirmo o "extra" ... umas gotas são o suficiente para pôr a testa a brilhar do comensal mais habituado ao picante. Relativamente, à francesinha em si, nada de mal a apontar: carnes variadas e de qualidade e molho saboroso. A dimensão é suficiente q.b para saciar os comensais mais vorazes. Para acompanhar, cerveja foi a opção. A nossa Super Bock servida em canecas metálicas geladas, feira mediaval a fazer lembrar.
A reta final é feita de café e um xiribiti de oferta da casa. Um licor de aguardente com muito açucar e bastante gelado ... nem sei se é bom, mas doce e gelado desce e nem se nota. Recentemente, começaram também a disponibilizar uma versão sem alcool ... um xarope, portanto.
Festa terminada, recebemos a dolorosa, algo a rondar os 16€/pax, um valor perfeitamente dentro da média para uma tainada de francesinha, na nação azul e branca. Se considerarmos, que por este valor temos direito a entradas e ao digestivo, concluimos que acaba por ser um valor em conta.
Repeteco? Há melhor? Sim, porém não deixa de ser um sítio de referencia na zona. Sim, irei voltar.

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Sunday, 15 November 2015

De novo para os lados de Fátima

Fátima, além de ser um sitio abençoado está estratégicamente localizado, para aqueles que fazem da A1 a sua segunda casa. Distante q.b de Lisboa para que a passagem seja em plena "hora do lobo" e plena de oferta na área da restauração, mais uma vez recorri ao amigo Google para descobrir novo spot ... com a ajuda da Nossa Senhora tudo se iria resolver.




Nome: Sonabrasa
Localização: Fátima, na rotunda Sul
Data da visita: Novembro de 2015
Comentário: já acima foi dito o método usado para descobrir o spot. As criticas não eram más e a localização jogava a favor. Chegando à rotunda sul, o Sonabrasa é facilmente visualizado. Porém, à chegada deparei-me com um café...mau, estava em sofrimento total tal era a fome, quando verifico que existia uma entrada lateral com acesso a uma sala de jantar. A decoração é extremamente simples sem qualquer tentativa de criar uma mínimo de conforto e acolhimento ao comensal, compensado no entanto pela simpatia do staff. A ementa é composta por comida tradicional portuguesa com alguma diversidade tanto em termos de carne como de peixe. Sem saber porquê estava impelido para ir no bacalhau nesse dia ... e a carta tratou de satisfazer esse meu desejo: havia bacalhau assado na brasa. Era isso ... uma posta do peixe rei assado na brasa a acompanhar um tinto, ia ser a prenda que ia oferecer a mim próprio. Em pouco tempo, tinha uma travessa com uma posta generosa, com bastante alho, ladeada por batata e legumes cozidos. Depois de devidamente regada com azeite, deu-se inicio ao fight. A posta era alta, branca e lascava com facilidade. Era portanto bacalhau de qualidade. A simplicidade do prato contrastava com o aconchego que proporcionava. O dito tinto que maridou com a posta, era jovem, frutado e fácil. Não questionei a sua origem, mas pela boca atiraria que seria algo da região.
Terminado o embate com a posta, seguiu-se a sobremesa. Ao ouvir pela boca do empregado a existência de um doce da casa, firmei logo ali a minha escolha. É uma pratica minha, optar pelas sobremesas especialidades da casa. Fiquei um pouco desiludido. Não é que fosse má, mas não era nada mais que o clássico leite condensado/natas/bolacha ... muito mediado.
Finalizadas as hostes seguiu-se a conta: 20€/pax. Um pouco exagerado, em minha opinião. Só 6€ foram de um pão, 2 croquetes e um queijinho.
Repeteco? Provavelmente não. Não estou a dizer que comi mal ou fui mal atendido, mas por este valor há um ou outro sítio em Fátima, claramente bastante superiores.

Friday, 6 November 2015

Novamente a francesinha ...

Quis o destino que nova tainada de francesinha tivesse lugar. Já o disse noutras ocasiões que discutir francesinha é do mais infrutífero que pode haver, no sentido em que cada um tem o seu spot de eleição. Há no entanto sítios consensuais. E este que vamos falar de seguida, arrisco dizer que está no top 3 das melhores francesinhas da região/naçon.



Nome: O Requinte
Localização: Matosinhos, perto da Câmara
Data da vista: Novembro de 2015
Comentário: localizado no centro de Matosinhos, da sua entrada discreta à decoração simples e funcional, nada faz prever que estamos num dos melhores sitios da região do Grande Porto, para degustar o famoso pitéu regional. Porém, a imensão de comensais que invadem o generoso espaço e as filas que facilmente e frequentemente se formam à porta, indiciam que que a escolha foi acertada. O serviço é rapido e eficiente, executado por um staff, que vá-se lá saber está sempre com cara de poucos amigos. Vale a qualidade do petisco que compensa tudo e mais qualquer coisa. A francesinha é de dimensões generosas, ao ponto de ser frequente ver comensais deixar o cantinho da cerimónia ... a perda de uns é a oportunidade de outros que ganham direito a um aconchego após terminarem a sua. As carnes são de elevada qualidade. O bife usado é do mais tenro que tenho memoria. Os enchidos seguem a mesma linha... qualidade indiscutível. O molho, que acaba por ditar a avaliação final, é do melhor que se consegue encontrar. Saboroso, pouco picante e abundante. Confirmo! Pertence ao top 3. Para acompanhar, não há que inventar: Super Bock. A unica dúvida é se vamos nos multiplos de 0.20cl ou 0.33cl. Não vou falar de sobremesas, pois o repasto não deixa espaço para tal. Café e conta.
O preço ronda os 16€/pax, um valor alinhado com a média.
Repeteco? Claro! Estamos a falar da premier league da francesinha.
Requinte Francesinhas Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Sunday, 1 November 2015

Já não era sem tempo de falarmos da rainha da Invicta!

Já algumas vozes me tinham confrontado, sobre como era possível que a Rainha da Invicta ainda não tivesse sido digna de post neste pasquim literário/gastronómico. Por rainha entenda-se a famosa francesinha. Pitéu esse, tão cheio de história e tradição, de origens mais ou menos desconhecidas. Antes de mais avançar, importa referir algo que pode desde já o leitor/comensal assumir como verdade incontornável: discutir francesinha é simplesmente inglório e inconclusivo. Se questionar a 10 pessoas, qual a melhor francesinha na região da naçon, terá no minimo 7 ou 8 respostas diferentes... sim, pode ser confuso, ainda para mais numa região onde todo e qualquer café confecciona o dito petisco. Porém, há uma mão cheia de spots que são consensuais ... e é uma questão de serviço publico partilhar um desses sítios aqui.



Nome: Café O Torres
Data da visita: Outubro de 2015
Localização: Ermesinde, na zona da estação da CP
Comentário: bem no coração, da outrora chamada a Sintra do Porto (don't ask) encontramos um sítio simpatico, que produz uma das melhores francesinhas da região. O spot é um café na sua verdadeira essencia, com uma decoração simples e funcional. O espaço não sendo imenso possui bastantes mesas e não é dificil encontrar a casa a abarrotar de comensais ansiosos por degustar a dita cuja. O staff é eficiente, e o serviço rapidamente despachado. Em pouco, estamos frente a frente com um prato repleto de batata frita em palito, acabada de fritar a rodear a famosa sanduiche. As carnes são de excelente qualidade, desde o bife de vaca até à linguiça, fiambre e queijo. O molho esse é o segredo da casa. Saboroso, pouco picante e abundante dão o toque mágico ao prato, que tanto nos faz querer regressar ao Torres. O pão usado é de forma e no Torres não o torram ... o que vai ao encontro da minha preferência. Basta o comensal pedir que um refill do molho é prontamente disponibilizado. Em resumo, os ingredientes de excelente qualidade aliado a um molho muito bem elaborado, tornam a francesinha do Torres um must para os apreciadores do petisco portuense. Para acompanhar, não há que inventar: cerveja, servida em canecas de 0.5L. O Torres disponibiliza na sua carta de bebidas uma serie de cervejas estrangeiras, tais como as bem conhecidas Chimay, Duvell e afins, bem pensadas para acompanhar um prato intenso como a francesinha. Se bem que a nossa querida Super Bock, filha da região, cumpre sem mácula a tarefa. Tipicamente, em fights  de francesinha não há espaço para sobremesa, pelo que fechamos as hostes com o café e conta. A conta no Torres é uma continuidade do momento bem passado até então: se ficar o comensal por uma caneca apenas, a conta fica uns centimos abaixo dos 10€/pax, o que podemos considerar abaixo da média. Por isso, além de uma grande francesinha juntamos um preço muito competitivo mesmo.
Repeteco? Brincamos? Claro que sim! Volta e meia estou lá batido. Para mim o Torres está no top 5 de spots de francesinha.