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Saturday, 7 May 2016

Marisco e francesinha na Invicta

Todos com certeza retêm na sua memória spots que conhecem praticamente desde sempre, e por alguma circunstância, tantas vezes passaram à porta e nunca tiverem a oportunidade de conhecer. Pois bem, este proximo fight é precisamente uma dessas histórias.



Nome: Marisqueira Gambamar
Data da visita: Abril de 2016
Localização: zona do Campo Alegre, Porto
Comentário: a visita ao Gambamar, reconheço, foi uma questão de oportunidade resultante de um convite para visitar o local. A casa é um local histórico da cidade, com algumas décadas de funcionamento e existe numa rua que alberga alguns dos mais icónicos spots da Invicta, como por exemplo o mítico Capa Negra. Se a sua história é longa, o seu percurso nem sempre foi homogéneo. A atual gerência, que assumiu os controlos da casa desde 1995, renovou a imagem e conceito da casa e hoje o Gambamar é um espaço moderno, amplo que se soube renovar e adaptar a esta nova forma de praticar gastronomia, numa cidade cada vez mais cosmopolita e exigente. Por outro lado, consegue manter aquele look & feel de marisqueira de cidade, com lugares ao balcão, horários estendidos e cerveja fresca sempre disponível. Chegados ao local e viatura estacionada no parque privativo da casa (aspecto muito importante, pois a zona da cidade em causa é de estacionamento entre o muito dificil e o impossível), entramos e fomos imediatamente instalados, por um staff muito simpático e eficiente. O menú estava pré-definido e iria ser o chamado "Experiência Gambamar", onde seria  dada a conhecer a sapateira recheada e a francesinha.
A sapateira era fresca, cheia de sabor e o seu recheio, acompanhado por uma tostas barradas com manteiga estava (muito) bem confecionado. Algumas gambas de bom calibre, populavam o prato, e também essas eram de frescura evidente e com bom sabor a mar. Casamos a sapateira com uma 0.75cl da cerveja artesenal de produção própria, com marca Marota. A Marota, foi servida bem fresca em flutes, onde pudemos apreciar a estrutura, complexidade e os fortes aromas a cereais que tipicamente não conseguimos detetar nas cervejas de fabrico industrial.
Quando no prato da sapateira repousavam apenas as cascas, foi o momento de passar à francesinha. Já o disse no passado que discutir francesinha é das conversas mais inconsensuais que poderemos ter ... o que para uns é bom, para outros é mediano e definir qual a melhor é simplesmente impossível. Por isso, o que aqui irão encontrar é a mera opinião deste vosso contador de histórias ... gostei bastante da francesinha do Gambamar. De dimensões q.b, a qualidade dos ingredientes era mais do que evidente, tanto ao nível do bife como da salsicha fresca que foi usada ... o molho esse, era consistente, pouco picante e com um bom travo a tomate. Quero com isto dizer que gostei bastante da experiência. As batatas foram fritas na hora e estavam fantásticas. Não coloco no meu top 3, mas são mais do que o suficiente para recomendar uma visita. Para acompanhar a francesinha, senti a obrigação moral de provar o vinho espumante, também ele de produção própria, com a marca 1995 (ano que a nova gerência assumiu os destinos da casa) e com origens em vinhedos de Celorico de Basto, distrito de Braga, zona de excelência de vinhos verdes. Muito aromático, com bolha fina e boa estrutura casou na perfeição com o pitéu portuense, apesar de não ser uma combinação usual ... arrisco mesmo dizer que nunca tal o tinha feito. Confirmo portanto que espumante e francesinha fazem boa maridagem.
Depois de uma sapateira e uma francesinha, pouco ou nenhum espaço havia para sobremesas, pelo que saltamos diretamente para o café e como tal, review sobre os finalmentes, terá de ficar para um repeteco.
Relativamente, ao preço, como desta vez fui um convidado não tive perceção direta do mesmo, mas por analise da carta, e obviamente muito dependente do que escolher para comer e principalmente para beber, acredito que se consiga fazer uma tainada de marisco por valores a rondar os 30€/pax. Aliás, ficou decido logo no próprio dia que iria haver um repeteco e a escolha iria cair sobre o rodízio de marisco, anunciado por um valor de 15€/pax. Um valor fantástico para a casa em questão.
Repeteco? Já disse que sim e vai ser com o rodízio de marisco! tic-tac, está a contar ...

Gambamar - Marisqueira e Cervejaria Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

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Sunday, 22 November 2015

Voltamos a falar de francesinha!

Juro que não foi de propósito. A vida é mesmo assim ... por vezes passam-se meses sem sequer sentir o aroma da dita sandes, outras sucedem-se os momentos de degustação. O corpo ressente mas a alma agradece. Vamos até Alfena, onde há um spot que as faz a lenha e muito boas.



Nome: Tappas Caffé
Localização: Alfena, na zona industrial, perto do posto da GNR
Data da visita: Novembro de 2015
Comentário: o Tappas Caffé, foi descoberto há uns tempos, um pouco por sorte ou acaso, aquando de busca de uma alternativa ao Torres. O interior do Tappas é um mescla de modernidade com castiço, com mesas e cadeiras em madeira e artesanato pendurado nas paredes. A simpátia do staff é evidente. O Tappas serve outros pratos além da francesinha, porém admito desde já que nunca prestei grande atenção à restante oferta, pelo que abster-me-ei de comentar a carta. Enquanto aguardamos pela rainha da festa, são colocadas à disposição, entradas compostas por uma broa de chouriço, finas fatias de presunto e azeitonas com azeite e alho. Nada a apontar ... tudo de boa qualidade. Em tempo razoável, eis que chega a convidada de honra. Começo por avisar que no Tappas a francesinha é feita em forno a lenha e servida em pratos de barro, o que lhe dá um ar rustico e apetecível. Logo no momento é colocado na mesma um reforço de molho, de dois tipos: o molho normal e o chamado "molho para homens", uma versão extra-spicy ... confirmo o "extra" ... umas gotas são o suficiente para pôr a testa a brilhar do comensal mais habituado ao picante. Relativamente, à francesinha em si, nada de mal a apontar: carnes variadas e de qualidade e molho saboroso. A dimensão é suficiente q.b para saciar os comensais mais vorazes. Para acompanhar, cerveja foi a opção. A nossa Super Bock servida em canecas metálicas geladas, feira mediaval a fazer lembrar.
A reta final é feita de café e um xiribiti de oferta da casa. Um licor de aguardente com muito açucar e bastante gelado ... nem sei se é bom, mas doce e gelado desce e nem se nota. Recentemente, começaram também a disponibilizar uma versão sem alcool ... um xarope, portanto.
Festa terminada, recebemos a dolorosa, algo a rondar os 16€/pax, um valor perfeitamente dentro da média para uma tainada de francesinha, na nação azul e branca. Se considerarmos, que por este valor temos direito a entradas e ao digestivo, concluimos que acaba por ser um valor em conta.
Repeteco? Há melhor? Sim, porém não deixa de ser um sítio de referencia na zona. Sim, irei voltar.

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Friday, 6 November 2015

Novamente a francesinha ...

Quis o destino que nova tainada de francesinha tivesse lugar. Já o disse noutras ocasiões que discutir francesinha é do mais infrutífero que pode haver, no sentido em que cada um tem o seu spot de eleição. Há no entanto sítios consensuais. E este que vamos falar de seguida, arrisco dizer que está no top 3 das melhores francesinhas da região/naçon.



Nome: O Requinte
Localização: Matosinhos, perto da Câmara
Data da vista: Novembro de 2015
Comentário: localizado no centro de Matosinhos, da sua entrada discreta à decoração simples e funcional, nada faz prever que estamos num dos melhores sitios da região do Grande Porto, para degustar o famoso pitéu regional. Porém, a imensão de comensais que invadem o generoso espaço e as filas que facilmente e frequentemente se formam à porta, indiciam que que a escolha foi acertada. O serviço é rapido e eficiente, executado por um staff, que vá-se lá saber está sempre com cara de poucos amigos. Vale a qualidade do petisco que compensa tudo e mais qualquer coisa. A francesinha é de dimensões generosas, ao ponto de ser frequente ver comensais deixar o cantinho da cerimónia ... a perda de uns é a oportunidade de outros que ganham direito a um aconchego após terminarem a sua. As carnes são de elevada qualidade. O bife usado é do mais tenro que tenho memoria. Os enchidos seguem a mesma linha... qualidade indiscutível. O molho, que acaba por ditar a avaliação final, é do melhor que se consegue encontrar. Saboroso, pouco picante e abundante. Confirmo! Pertence ao top 3. Para acompanhar, não há que inventar: Super Bock. A unica dúvida é se vamos nos multiplos de 0.20cl ou 0.33cl. Não vou falar de sobremesas, pois o repasto não deixa espaço para tal. Café e conta.
O preço ronda os 16€/pax, um valor alinhado com a média.
Repeteco? Claro! Estamos a falar da premier league da francesinha.
Requinte Francesinhas Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Sunday, 1 November 2015

Já não era sem tempo de falarmos da rainha da Invicta!

Já algumas vozes me tinham confrontado, sobre como era possível que a Rainha da Invicta ainda não tivesse sido digna de post neste pasquim literário/gastronómico. Por rainha entenda-se a famosa francesinha. Pitéu esse, tão cheio de história e tradição, de origens mais ou menos desconhecidas. Antes de mais avançar, importa referir algo que pode desde já o leitor/comensal assumir como verdade incontornável: discutir francesinha é simplesmente inglório e inconclusivo. Se questionar a 10 pessoas, qual a melhor francesinha na região da naçon, terá no minimo 7 ou 8 respostas diferentes... sim, pode ser confuso, ainda para mais numa região onde todo e qualquer café confecciona o dito petisco. Porém, há uma mão cheia de spots que são consensuais ... e é uma questão de serviço publico partilhar um desses sítios aqui.



Nome: Café O Torres
Data da visita: Outubro de 2015
Localização: Ermesinde, na zona da estação da CP
Comentário: bem no coração, da outrora chamada a Sintra do Porto (don't ask) encontramos um sítio simpatico, que produz uma das melhores francesinhas da região. O spot é um café na sua verdadeira essencia, com uma decoração simples e funcional. O espaço não sendo imenso possui bastantes mesas e não é dificil encontrar a casa a abarrotar de comensais ansiosos por degustar a dita cuja. O staff é eficiente, e o serviço rapidamente despachado. Em pouco, estamos frente a frente com um prato repleto de batata frita em palito, acabada de fritar a rodear a famosa sanduiche. As carnes são de excelente qualidade, desde o bife de vaca até à linguiça, fiambre e queijo. O molho esse é o segredo da casa. Saboroso, pouco picante e abundante dão o toque mágico ao prato, que tanto nos faz querer regressar ao Torres. O pão usado é de forma e no Torres não o torram ... o que vai ao encontro da minha preferência. Basta o comensal pedir que um refill do molho é prontamente disponibilizado. Em resumo, os ingredientes de excelente qualidade aliado a um molho muito bem elaborado, tornam a francesinha do Torres um must para os apreciadores do petisco portuense. Para acompanhar, não há que inventar: cerveja, servida em canecas de 0.5L. O Torres disponibiliza na sua carta de bebidas uma serie de cervejas estrangeiras, tais como as bem conhecidas Chimay, Duvell e afins, bem pensadas para acompanhar um prato intenso como a francesinha. Se bem que a nossa querida Super Bock, filha da região, cumpre sem mácula a tarefa. Tipicamente, em fights  de francesinha não há espaço para sobremesa, pelo que fechamos as hostes com o café e conta. A conta no Torres é uma continuidade do momento bem passado até então: se ficar o comensal por uma caneca apenas, a conta fica uns centimos abaixo dos 10€/pax, o que podemos considerar abaixo da média. Por isso, além de uma grande francesinha juntamos um preço muito competitivo mesmo.
Repeteco? Brincamos? Claro que sim! Volta e meia estou lá batido. Para mim o Torres está no top 5 de spots de francesinha.