Saturday, 9 January 2016

Novamente pela baixa do Porto

Frequentemente, temos vindo a falar da baixa do Porto. Não tenho culpa. Essa, é dos numerosos novos spots surgiram e continuam a surgir. Decididamente, o Porto vive um novo momento. O dia era de festa, de grupo e a decisão foi rumar para onde se comesse bem.  A tarefa não era facil ... o grupo era grande e composto por comensais, jovens e avidos de alimento.




o cheesecake já ia a menos de meio quando me lembrei do registo fotográfico
Nome: Maria Rita
Localização: Porto, junto à Praça dos Poveiros
Data da visita: Dezembro de 2015
Comentário: o Maria Rita já existe há uns bons anos, muito antes desta revolução que a naçon vive, porém  e no seguimento da renovação das geração, o sítio reinventou-se e abriu-se a uma nova clientela. A sala não é muito grande e as filas são comuns. Deve portanto o comensal precaver-se e munir-se de reserva prévia, principalmente em fins de semana. A decoração é tipicamente rústica o que não deixa qualquer margem para dúvida que aqui a comida tradicional portuguesa é figurina. O ambiente é descontraido, a clientela jovem e vem em grupos que aqui iniciam a sua ronda pela noite do Porto. Tenho as minhas dúvidas que seja o sítio ideal para um jantar a dois, precisamente pelo ambiente animado e algo barulhento que pode encontrar ... não é uma crítica, é um alerta. A gestão é familiar e o staff simpatico, eficiente e descontraido, em linha com o ambiente da casa. Para a abertura das hostilidades, bolinhos de bacalhau acabados de fritar, enchidos e queijo amanteigado de Azeitão fazem as honras. Qualidade evidente e indiscutível. A carta não é imensa, mas nela figuram opções de carne e peixe. Para este fight, a escolha foi para um choletón (costeletão de novilho). Um imenso naco de carne mal passado, tenro e saboroso foi servido acompanhado por batata à rodela e salada ... lá se vai a dose diária recomendada de carne vermelha, da Organização Mundial da Saúde. Para moer um naco destes, impunha-se um tinto pujante. tendo a escolha recaído sobre o vinho da casa, um regional transmontano de marca Lhéngua Mirandesa. Servido em copos adequados, o Lhéngua mostrou estrutura e força para aguentar o costeletão. Se a escolha dos copos foi adequada, o mesmo não posso dizer da temperatura de serviço, pois era evidente que o vinho tinha sido chambreado ... deveria estar a mais de 25ºC. Só quando a temperatura do vinho baixou para algo mais perto dos 17ºC, é que foi possível sentir a fruta e o corpo ao vinho, que só o nosso Trás-os-Montes consegue fazer. O finalmente, coube a um cheesecake fresco e com boa textura. Não foi o melhor que já comi, mas fechou o repasto com nota positiva. 
O café é acompanhado com uma aguardante, oferta da casa, numa garrafa de dimensões imensas, colocada à disposição do comensal com direto a refill(s) ... um miminho da casa.
O preço, é uma das virtudes do Maria Rita ... um fight fica numa média a rondar os 16€/pax, o que faz deste spot um bang for a buck. Valeu!
Repeteco? Sem dúvida que sim. Pela zona, espaço, simpatia, qualidade da comida e excelente relação preço/qualidade.



Maria Rita Restaurante Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

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