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Tuesday, 20 October 2015

Uma nova descoberta, .... também na margem sul

Digo e repito que a margem sul é um tesouro à espera de ser descoberto no que ao petisco diz respeito. Ainda hoje descubro sitios que me conseguem surpreender ... pela positiva!



Nome: Tasc'oela
Data da visita: Outubro de 2015
Localização: Montijo
Comentário: o fight  prometia. A promessa de um spot, para mim desconhecido, com satisfação garantida, mantinha a expectativa lá no topo. A entrada no Tasc'oela, não faz adivinhar o tamanho do espaço. Logo à entrada encontramos uma sala de jantar com uma decoração tradicional, com muito bom gosto e que transmite uma sensação acolhedora. Se continuarmos para as traseiras do edificio, encontramos uma sala mais informal, claramente vocacionada para a petiscada. Sentados e prontos para iniciar o ataque, ainda demos uma leitura pela carta toda ela composta por comida tradicional portuguesa. A leitura foi acompanhada por uma chamuças de entrada, acabadas de fritar que estavam simplesmente, divinais! Porém, a partir do momento em que me apercebi que era dia de favas, a decisão ficou imediatamente tomada. E que decisão acertada ... servidas com entrecosto e chouriço, foi até não ficar nada no prato. Cozinhadas na perfeição e com carnes de qualidade. O tamanho da dose é suficiente para um comensal avançado na matéria. Acompanhou com o tinto da casa, que pelo bouquet intenso, frutado e cheio de força, adivinhava ser da região de Setubal. Falha minha, não ter confirmado com o staff, mas a minha aposta ia para algo da zona de Pegões. Chamada de atenção positiva para a escolha dos copos de serviço: balões em forma de tulipa, perfeitos para a degustação da pomada. Apesar de saciado, a visão de um cheesecake no armário das sobremesas, ditou que o fight continuaria por mais uns momentos. E mais uma decisão acertada. Fantástico! Fresco, cremoso e coberto com frutos vermelhos, relembrei-me porque é que cheesecake é a minha sobremesa de eleição.
Tudo isto foi rematado com uma dolorosa a rondar os 12€/pax. Valeu cada cêntimo. Bang for a buck.
Repeteco? Sem dúvida, até porque chegou-me aos ouvidos, que na sala das traseiras, uma das especialidades é algo chamado tábua de cascas ... e esse algo envolve marisco. Cenas para os próximos episódios.

Tas'coela Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Sunday, 11 October 2015

Um petisco rápido pela margem sul

Ainda hesitei se mereceria um post ou não. Mas seguindo a velha máxima, que em tempo de guerra todo o buraco é trincheira, vamos até á planicie da margem da sul, para um petisco rápido... mas bom, e com vontade de la voltar.



Nome: Café Américo
Data da visita: Setembro de 2015
Localização: na EN252,  entre o Montijo e o Pinhal Novo, 2 ou 3 km depois da TanqueLuz
Comentário: não vou contar um grande momento gastronómico. O Café Americo, tem uma decoração ao estilo tasco rural e há momentos em que evitar o eye contact com os restantes clientes aparenta ser uma decisão acertada. Porém de vez em vez, dou por mim lá parado. A especialidade são umas bifanas de pão saloio sempre fresco, com a carne disposta em fatias finas, mas de carne de boa qualidade. Manda a tradição que a bifana no Américo, seja precedida da sopa do dia. Seja qual for o tipo de sopa, a mesma é servida numa malga de generosas dimensões e a consistência e riqueza da mesma são saciantes q.b. É comum haver sopa de peixe ... a minha favorita. Abundante em peixe e bem temperada com coentros, é um must have  nas visitas ao Américo.
No que ás bebidas diz respeito, não há muito acresecentar. Cerveja, refrigerantes ou vinho de pacote de gama média/baixa, fica o freguês de escolher.
Café para finalizar, e tudo isto por 5€.
Repeteco? Sim ... seja porque é pratico, barato e rápido e quando vem o desejo de sopa de peixe, o Américo está lá.

Saturday, 19 September 2015

Sabores e aromas do Dão

Há regiões carregadas de tradição. O Dão, é dono de uma riqueza imensa no que à gastronomia diz respeito e os seus vinhos de características unicas são uma escolha acertada, para apreciar esse tesouro regional.




Nome: Varanda do Criz
Data da Visita: Setembro de 2015
Localização: Coelhoso, na estrada que liga Campo de Besteiros a Tondela, Viseu
Comentário: seja por motivos profissionais ou pessoais uma visita ao Dão significa paragem obrigatória para degustar gastronomia local. A Varanda do Criz já era um spot para mim conhecido. A decoração é simples e despretensiosa, porém a sala possui uma vista fantástica sobre o rio Criz e a serra do Caramulo. A carta é diversificada e baseada em comida tradicional portuguesa. Estavam os meus olhos a percorrer a dita carta quando verifico que uma das opções era chanfana. Estava escolhido. Comer uma chanfana em pleno coração do Dão é quase um ato de musicalidade. A carne estava suculenta, macia e carregada de sabor e foi servida numa pucâra de barro, que proporcionava um aspeto mais tradicional ao pitéu. Acompanhava com batata assada e arroz de cenoura. Tudo estava otimo e cuidadosamente confeccionado, suportado por um atendimento simpático e muito disponível. A escolha para acompanhar este prato foi para o tinto da casa, um portento da zona de Silgueiros. Nota positiva pela adoção de um vinho do Dão para receber o nome da casa.
No final, para adoçar a boca optou-se pelos profitelores. Nota menos positiva por ter sido servido numa taça de plástico, mas acabaram por cumprir ainda que não tenham deslumbrado.
É possível ter toda esta experiência sensorial por um valor abaixo dos 15€/pax. Uma relação preço/qualidade bastante boa.
Repeteco? Sim, claro. Pela comida, pela vista da sala e porque se está muito bem na Varanda do Criz.

Monday, 7 September 2015

Precisa de um grande sushi em Aveiro?

Na bela Aveiro onde a ria encontra o mar, comer bem é muito fácil ... não é preciso procurar muito. A cidade tem uma personalidade muito própria, moldada pela sua jovem população e pela afinidade com o mar e com o ria em que os reflexos na sua oferta gastronómica são visiveis. Hoje vamos ao sushi ... um grande sushi.





Nome: Subenshi Sushi
Data da visita: Setembro de 2015
Localização: Aveiro, perto do Fórum Aveiro
Comentário: vou direto ao assunto: o Subenshi está no meu top 3 de sushi places. Se considerarmos a relação preço/qualidade, arrisco dizer que é para o ouro. O staff é jovem, o que justifica a dinâmica que a casa possui. A decoração simples mas cuidada é acolhedora. O serviço é eficiente e os colaboradores mostram-se capazes para além de servir, explicar de forma convincente a expressão criativa do sushiman. Nota importante: deve o comensal fazer reserva, preferencialmente de véspera, sob pena de encontrar o spot  lotado até ao final da noite. Pode dar-se o caso, se for sozinho ou a dois de ter lugar ao balcão ... aproveite para trocar umas impressões diretamente com o sushiman e apreciar a banca de peixe fresco, bem à vista do cliente. Para esta noite o fight  iniciou-se com uma tempura de gambas com amêndoa laminada para entrada. A escolha para o prato principal foi para o menu XL (26 peças) do menú de sushi+sashimi de fusão. Um hino de cores e sabores, arte num prato ... simplesmente, divinal! Existe um menu de sushi tradicional, para os mais puristas. Arrumado o menú XL, foi colocado o desafio: "... e se trocarmos a sobremesa por um menu M?! está a saber tão bem." Estava decidido ... e mais um menu foi servido. Mas depois veio o peso na consciência e ... tivemos de ir numa sobremesa, na mesma. Tinha de ser. Estava a ser tão bom que não queriamos que acabasse. Uma tempura de gelado com sementes de sêsamo e uma tarde de feijão remataram o repasto. Para beber. optou-se pela "champanhada", uma sangria de frutos vermelhos especialidade da casa, especificamente desenhada para acompanhar sushi. Uma escolha acertada, capaz de esquecer uma visita à carta de vinhos, que reconheço nem prestar atenção aquando das minhas visitas ao Subenshi. Um café para rematar e depois de discretamente alargar um furo no cinto, peço a conta. A conta é mais uma parte agradável das visitas ao Subenshi: é perfeitamente possível fazer uma refeição fantástica a rondar os 20€/pax, 25€/pax no máximo caso se abuse um pouco mais.
Repeteco? sem dúvida. Ponto de paragem obrigatório em visitas a Aveiro.

Saturday, 29 August 2015

For those about to Rock ...

Seja pela mistica, pelo espirito do coleccionismo, pela memorabilia, ou pelo gosto pelo rock n' roll o Hard Rock Café é ponto de paragem obrigatório em visitas ás cidades eleitas para possuir um destes espaços.

menu infantil

vista noturna dos Restauradores a partir do Hard Rock Café Lisboa
Nome: Hard Rock Café Lisboa
Data da Visita: Agosto de 2015
Localização: Av. da Liberdade, Lisboa
Comentário: ninguem entra para tomar uma refeição num Hard Rock Café por acaso. A maioria dos seus visitantes são clientes fiéis à marca e visitar um Hard Rock durante uma estadia numa cidade, chega a ser um ritual. O tema, como quem já visitou sabe é a musica, especialmente o rock, e a memorabilia que decora os espaços são peças da própria história. O de Lisboa é especialmente espetacular ... o espaço em si e o ambiente vibrante desde a abertura até ao fecho, fazem deste um dos meus preferidos. A ementa é a típica de um american dinner desde os hamburgers, costelas, bifes e outros dentro dessa linha e com a particularidade de ser praticamente transversal a todos os restaurantes. Nos Hard Rock, 99% das vezes opto pelo hickory-smoked combo de chicken n' ribs que acompanha com batata frita, feijão e salada estilo coleslaw. O prato é simples, mas delicioso ... a carne é suculenta e o molho BBQ tem um estilo unico que nunca encontrei em mais nenhum sítio. Não posso deixar de mencionar o cuidado tido com os menus infantis, onde os pratos têm forma de guitarra. Para beber a escolha foi para os pint  de cerveja (0.5l). Os apreciadores de cerveja encontram disponíveis algumas marcas de cervejas estrangeiras. Existe uma lista de vinhos, com 3 ou 4 opções de tintos e outras tantas de brancos, porém os preços são simplesmente proibitivos ... não há nada abaixo dos 20€ por garrafa. Os tamanhos das doses são americanizadas, ou seja XXL. Depois do combo, não sobrou espaço para a sobremesa, que recomendo desde já. Seguindo o estilo american dinner há tartes e gelados ... também eles XXL.
Uma refeição num HRC não é barata ... ou melhor dizendo, é cara! Cada prato ronda os 15€-20€, um pint custa 5€ e as sobremesas começam nos 5€. É muito facil uma refeição passar os 30€/pax. 
Repeteco? Sem duvida! Quando em lazer numa cidade estrangeira com HRC ... obrigatório. Visitar o HRC de Lisboa ... de longe a longe, para matar saudade.

Hard Rock Cafe Lisboa Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Saturday, 22 August 2015

Choco frrrito é em Setubal

Há pratos que se confundem com a região que os criou. O Porto tem francesinhas, a Mealhada o leitão ... em Setúbal há o choco frito. Sempre que surge uma oportunidade de visita à cidade à beira Sado plantada, uma tainada à iguaria local é obrigatória.


Nome: Casa Santiago, O Rei do Choco Frito
Data da Visita: Agosto de 2015
Localização: Setubal, na Avenida Luisa Todi
Comentário: em plena Avenida Luisa Todi, com Troia no horizonte, a Casa Santiago aka O Rei do Choco Frito é de acordo com a blogosfera um dos melhores sítios para degustar os cefalópodes, na cidade que viu nascer Bocage. A fila de espera à porta que recebe os visitantes é prova disso mesmo. Apesar do tamanho da fila, o staff mostra-se eficiente em orientar os comensais para as mesas, pelo que o tempo efetivo de espera é inferior ao perspectivado no momento da chegada. O ambiente no interior do estabelecimento é algo claustrofóbico e despretensioso, porém o staff  é eficaz e o serviço rápido. A carta é composta por alguns pratos de carne simples, mas o peixe e os mariscos são regra com especial realce para o choco frito. A escolha foi obvia ... choco frito! A fama da casa está justificada: o pitéu estava delicioso, crocante e era evidente que tinha acabado de ser frito. Como guarnição, a tipica batata frita e salada. O tamanho da dose dá perfeitamente para saciar dois comensais. Para acompanhar uma 0.37cl do branco da casa, um Terras do Sado elaborado com Fernão Pires e Arinto. Frutado e com uma boa acidez, revelou-se a escolha ideal para acompanhar o petisco em dia de calor intenso. Nota positiva pela escolha de um néctar da região para vinho da casa. Os 3.00€ da 0.37cl tornam este vinho um bang for a buck.
Por opção saltamos as sobremesas. Em resumo, uma tainada de choco frito no Rei, fica algo entre os 10€ a 15€/pax, um valor perfeitamente adequado.
Repeteco? Sim, sem dúvida. Uma referência a reter para futuras visitas a Setubal.
Casa Santiago - O Rei do Choco Frito Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

É possivel comer bem em zonas de intenso turismo?

Há zonas, que dada a sua natureza turística, me despertam um sentimento de desconfiança. Injustificado ou não, a verdade é que associo sempre os spots nestas localizações a tourist traps, ou seja a sitios que não precisam de cativar o cliente ... amanhã está lá outro, garantidamente. Reconheço: corro o risco de estar a ser injusto ao fazer tal generalizaçao.


vista sobre a marinha de Vilamoura
Nome: Nosolo Itália
Data da visita: Agosto de 2015
Localização: marina de Vilamoura, Algarve
Comentário: a escolha de um spot para repasto, em zonas turísticas, com grande número de opções causa-me alguma preocupação, pois de acordo com a minha percepção há risco elevado do fight se revelar pelo menos mediano, ou seja sem lugar na memória. Se há sitio com estas características é Vilamoura, no Algarve, em pleno Verão. A sua marina é o epicentro desta movida gastronomica ... as opções são imensas tanto em numero como em diversidade. Tradicional portuguesa, étnicos, asiaticos, fast-food, todos os estilos estão lá representados. Nesta especifica missão, a escolha recaiu sobre italiano ... não só pela consensualidade da iguaria como pela vista que a esplanada do Nosolo proporciona. A vista, o principal trunfo da casa, está evidenciada na foto acima. O staff, atencioso e eficiente fez-me aperceber de uma coisa que acredito ser digna de nota: no Algarve, no turista português é bem tratado e aquele sentimento de ser preterido face a turistas estrangeiros (com maiores gorjetas) é algo do passado. Poderá não ser assim em todo o lado, mas de uma forma geral é o sentimento que retiro do Algarve moderno. Voltando ao fight: a escolha foi para as pizzas ... a massa era fina e estaladiça e o topping era saboroso. Cumpriu sem deslumbrar. Para acompanhar, a opção foi uma 0.37cl do branco da casa. Um terras de cister de Moimenta da Beira, com marca Nosolo Italia. Fresco com boa acidez revelou-se a escolha certa para acompanhar pizza. Opção surpreendente, a de usar um Tavora-Varosa como vinho da casa no Algarve. Esta 0.37cl teve o custo de 10.50€ ... algo elevado para uma meia garrafa de vinho da casa. Uma rápida vista de olhos pela carta dos vinhos, diversificada, permitiu ver que os valores rondam os 3x valor de retalho. Por opção, saltamos as sobremesas ... porém sugiro uma visita à carta de gelados.
Com sobremesas um fight na Nosolo Itália, rondará os 20€/pax. Não sendo barato, está alinhado com valores de referência para a região. E a localização também se paga ...
Repeteco? Não vou dizer que comi mal ou que fui mal servido. Foi uma refeição mediana pelo que provavelmente não ficará como referência quando regressar à região.

Monday, 10 August 2015

O melhor que o mar tem para oferecer ... no coração do Minho

Muito em voga nos meses de Verão, os festivais de marisco aparecem um pouco por toda a nossa costa. Há um que sigo com especial dedicação desde a sua primeira edição. Vamos até ao coração do Minho comer uma mariscada ... este ano acaba a 17 de Agosto. Vá lá, ainda vai a tempo.



Nome: Festa do marisco e da cerveja de Fão
Data da visita: Agosto de 2015
Localização: Fão, no concelho de Esposende. Mais conhecido por Ofir.
Comentário:  a festa do marisco e da cerveja de Fão, ou Ofir se preferirem, já vai na sua 19ª edição, e á semelhança de um grande vinho, está melhor a cada ano que passa. As multidões imensas que tomam de assalto o espaço são prova disso mesmo. Se pensa o comensal que vai conseguir estar num ambiente calmo e tranquilo a degustar a sua mariscada, engana-se. Arranjar mesa pode ser um desafio , as filas para adquirir bebidas e os petiscos chegam a roçar o absurdo e o ambiente é um misto de arraial minhoto com final da taça de Portugal. Mas não vale desanimar, pois com um mínimo de planeamento como evitar os fins de semanas e chegar ao recinto cedo, é possível reunir condições mínimas para apreciar o melhor que o mar tem para oferecer. Apesar do tema da festa ser o marisco, há oferta diversificada para quem não aprecia o pitéu. Podem encontrar pizzas, presunto e queijos ... mas ali o marisco é rei! Arroz de marisco, feijoada de marisco, gambas, sapateiras, mexilhão, e um sem fim de frutos providenciados pela nossa riquíssima costa. Mas a prova rainha é disputada com as parrilhadas de marisco ... tabuleiros enormes, compostos por mexilhão, amêijoas, camarão, sapateira e lagosta. Um hino aos deuses! Uma dose de parrilhada dá perfeitamente para três comensais de topo de carreira. A frescura do marisco é evidente, e a simplicidade da sua confecção permite apreciar os sabores puros a mar.
Para acompanhar, não há que inventar ... aquilo é a festa do marisco e da cerveja, portanto a escolha é óbvia e é servida em múltiplos de 0,5l. E ainda leva o comensal, como recordação uma caneca alusiva á festa.
Se no final, ainda houver barriga, há disponível excelente doçaria providenciada pelas pastelarias locais ... recomendo uma Clarinha, doce típico de Fão, á base de chila ... Fantástico.
Para a parrilhada prepare 65€ e conte com cerca de 7,5€ para uma caneca e uma recarga. Feitas as contas, a brincadeira fica a rondar os 30€/pax. Vá lá, não é barato ... mas é uma vez por ano, e se pensarmos bem, em quantos restaurantes podemos comer marisco até enjoar por este valor?
Repeteco? se nunca faltei até hoje, é garantido que lá estarei para o ano!

Friday, 24 July 2015

Estava em falta ... falarmos de leitão

Há terras e regiões que se (con)fundem com a sua gastronomia. Provavelmente, a Mealhada e o seu leitão assado é um dos melhores exemplo disso. Estratégicamente localizada a meio caminho entre as duas maiores urbes da nossa nação, no coração da região da Bairrada, eis que o pequeno porco ou suckling pig, mostra todo o seu esplendor.




Nome: Churrasqueira Rocha
Data da visita: Julho de 2015
Localização: Mealhada, na estrada para o Luso
Comentário: há muito que estava prometida uma paragem na Mealhada para matar a saudade de leitão e de preferência ficar a conhecer um novo spot. À semelhança de outros pitéus, também o leitão gera sempre polémica ... se perguntarmos a 10 pessoas distintas qual o melhor leitão da Mealhada obteremos 10 respostas diferentes. Mais uma vez o amigo Google, nos identifica um sítio com dezenas de comentários e altas avaliações ... estava decidido.
A Churrasqueira Rocha, segue o tipico layout das grandes casas de leitão da região: edificio de grandes dimensões à face da estrada, com estacionamento privativo abundante à porta, sala de dimensões generosas com uma decoraçao simples e funcional e as mesas geometricamente dispostas de modo a acomodar o maior numero possível de comensais.
Confortávelmente instalado à mesa, as hostes começam com uns croquetes de leitão acabados de fritar. Fantásticos. O pão, aquele tipico das sandes de leitão é fresco e aparentava ter sido feito recentemente. Divinal. A casa tem carta mas honestamente nem para lá olhei. A escolha estava feita há horas e ia ser leitão. A dose individual consiste em três nacos de generosas dimensões, guarnecida com batata frita e salada. Delicioso. A carne do leitão era macia e extremamente saborosa. A pele estava estaladiça e cozinhada na perfeição. As batatas estaladiças, secas, e pouco salgadas estavam à altura.
Para acompanhar, a escolha recaiu sobre o vinho do mês servido a copo: um Quinta Abibes 2011 tinto, um néctar da região. Aliás, uma nota muito positiva para as secção do vinho. Não só abundava oferta de vinhos da região da Bairrada como estava disponivel uma nota técnica e uma nota de prova muito completa do vinho do mês. Um pormenor fantástico e que não se vê com frequência. Arrisco-me a dizer que não tenho memoria de encontrar tal registo documental do vinho servido num restaurante. Tal feito mereceu uma evidência fotográfica. Os apreciadores de espumantes ficarão satisfeitos, pois faziam parte da oferta algumas marcas de referência da região da Bairrada tais como Caves S. Domingos, Marquês de Marialva e Quinta de Abibes a 8.00€ a garrafa. Preços muito razoáveis.
Para finalizar, optei por um quente e frio, também ele de generosas dimensões. Cumpriu sem deslumbrar, mas deu para perceber que era de confecção caseira.
Tudo isto embrulhado numa nota de 20€/pax. Sabemos que leitão não é uma opção económica, pelo que os 20€/pax estão alinhados com a restante oferta equiparável.
Repeteco? Claramente.  Quando a saudade do pequeno porco apertar, a Rocha será a escolha provável.


Saturday, 18 July 2015

Quando a tradição se alia à inovação

Quando pensamos que já está tudo inventado e que há coisas que não podem evoluir ... alguém nos mostra que estamos errados. Os tipicos mercados onde outrora os habitantes das nossas cidades adquiriam os seus víveres, são hoje ambientes trendy e cosmopolitas.



Um vista do ambiente

Nome: Mercado de Campo de Ourique
Data da visita: Julho de 2015
Localização: Campo de Ourique em Lisboa
Comentário: esta não é um review no seu sentido clássico, em que avaliamos uma casa em especial, mas sim de um ambiente e mesmo de uma nova forma de encarar alguns dos espaços mais tradicionais das nossas cidades. A transformação que o Mercado de Campo de Ourique sofreu, está em linha com o que aconteceu com outros mercados urbanos como o Mercado da Ribeira em Lisboa ou o Bolhão e o Bom Sucesso no Porto. Estes espaços foram reformulados de forma a, paralelamente a servirem o proposito da venda de frescos, serem pontos de oferta gastronómica diversificada. É possível sentarmo-nos à mesa e escolher petiscos diversos, providenciados pela várias casas e tendas. Pode o comensal usufruir deste espaço tanto para um almoço rápido à semana, como para um jantar mais relaxado em momento de lazer.
Para este fight a escolha caiu sobre umas empadas de camarão e de galinha tradicional, murcela gratinada com ananás e uma salada de orelheira, bem regada com vinagre e coentros. Adquiridos em casas diferentes todos partilharam a qualidade e o paladar apurado. A acompanhar, um copo de Vinha do Monte 2014, um branco alentejano da Herdade do Peso, cuja frescura e acidez "maridaram" na perfeição com o pitéu.
Por opção saltamos a sobremesa, mas fica o comensal já informado que não falta oferta para adoçar a boca em fim de refeição.
Como qualquer tainada à base de petiscos e tapas o preço vai depender do apetite e das vezes que o comensal abastecer a mesa, porém  é perfeitamente possível ficar saciado por um valor a rondar os 12€/pax.
Repeteco? Sem duvida. Um spot de referência a considerar para quando se está naquela zona da cidade capital.

A outra face do Marquês

Que o Manjar do Marquês é uma referência para os que viajam de norte a sul do país, não é nada de novo. Porém nem todos conhecem a outra face do Marquês. É muito facil lá chegar: dirija-se ao sítio do costume e entre ... no entanto em vez de virar à esquerda faça a curva à direita. Keep calm, está em casa.




Nome: Manjar do Marquês
Data da visita: Julho de 2015
Localização: Pombal, à face do IC2
Comentário: por regra não faço posts de repetecos. Porém, isto não é um repeteco. Dos inúmeros stops que fiz no Manjar do Marquês, nunca tinha feito uma visita à sala de jantar. Quem conhece o spot sabe que à esquerda existe uma sala onde se pode petiscar o famoso arroz de tomate malandrinho com fritos diversos a acompanhar. O que poucos, provavelmente experimentaram é a sala de jantar que existe do lado direito logo à entrada. A decoração, ao contrário do ambiente rustico da outra sala, é quase cerimonial, fazendo lembrar um clube de cavalheiros dos anos 40. Sentimos o peso da história desta casa. Existe uma carta, repleta de sugestões de cozinha tradicional portuguesa, tanto de peixe como de carne. O afamado arroz e panado é também opção deste lado. A escolha recaiu sobre os rojões com murcela de arroz e migas com nabiças. Ficará para sempre gravado na minha memória o perfume a especiarias que amanou quando o pitéu foi deposto na mesa. E se o aroma prometia, o sabor comprovou ... simplesmente delicioso. A carne do porco era macia e húmida e as migas, com as nabiças bem envoltas em nacos de pão e feijão frade casaram na perfeição .
Aqui também é possivel beber o vinho do mês a copo, que como já tive oportunidade de comentar é sempre bom, mesmo quando de marcas desconhecidas. Desta, o oferta era um tinto alentejano de nome Anas, da Herdade do Sabroso. Não resisti no entanto a dar uma vista de olhos na carta de vinhos ... e surpresa. É uma carta de luxo e muito bom gosto, mesmo! A titulo de exemplo, marcas como Quinta Vale Dona Maria tinto 2009, Vale Meão tinto, Brunheda vinhas velhas 2003 ou Pape 2011 do Dão fazem parte da oferta disponível. E o melhor é que os preços são muito próximos do que se encontra no retalho. Em quantos sítios, se pode beber um Pape 2011 por 25€?!?
Mais uma vez, e com muita pena minha, deixei de parte as sobremesas. Terão de ficar para uma visita futura que seja em viagem de lazer.
Para finalizar, uma boa surpresa: a dolorosa ronda os 15€/pax para comensais XXL. Para comensais, que consigam partilhar uma dose, ainda ficará mais em conta. Ou seja, pouco mais do que pagarão na sala da esquerda.
Repeteco? Garantido. Agora terão de me aturar à vez em cada sala.




Thursday, 16 July 2015

Num cantinho de Alverca...

Num cantinho de Alverca há um sítio muito especial. As doses monumentais são a imagem da casa. Mas o tamanho não é tudo ... a qualidade também está muito presente. A casa constantemente lotada é prova disso.



Nome: O Cantinho da Adanaia
Data da visita: Julho de 2015
Localização: Alverca, perto do McDonalds
Comentário: descobrir O Cantinho da Adanaia foi um momento de sorte. Sugerido de forma unânime por malta apreciadora do tacho conhecedora da zona. A decoração é simples e o espaço da sala bem aproveitado para receber a imensão de comensais que diariamente enchem a casa. O staff é muito simpatico e eficiente. A carta é feita de propostas baseadas em cozinha tradicional portuguesa e todas opções primam pelo optimo aspecto. Porém há um prato que se destaca: o bacalhau à lagareiro. O peixe é servido ás lascas e é branco, macio e humido. É deposto numa cama de batatas a murro e tudo muito bem regado com azeite de qualidade e bastante alho. Simplesmente, fabuloso. Um must para os apreciadores do peixe tão amado pelos portugueses. Já tinha dito que o tamanho das doses é colossal? Uma unica dose dá para 3 comensais XL, perfeitamente. É preciso portanto, atenção a quem se dirige sozinho a este spot ... arrisca-se a não conseguir sequer chegar a meio da travessa.
A carta de vinhos é interessante, com marcas de qualidade e há sempre disponível um vinho de sugestão a rondar os 12€ por uma de 0.75cl. No entanto, neste fight fomos num jarro de 0.50cl de um vinho branco da casa, que segundo o empregado, era da zona de Aveiras. Fresco, com boa acidez e algum pico revelou-se uma boa escolha para acompanhar o bacalhau. 
Muito podiamos falar das sobremesas ... mas as farófias, a especialidade da casa, são incontornáveis. Escolha obrigatória para quem vai conhecer a casa. A dose, mais uma vez bastante generosa, apenas proporcional ao fantástico sabor do creme de ovos que cobre as claras de ovo.
No fim, o embate fica a rondar os 12€/pax, o que coloca O Cantinho da Adanaia no pódio da relação preço/qualidade.
Repeteco? Sem duvida! Ponto de paragem obrigatório aquando de visitas à zona.


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O Cantinho da Adanaia Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Um sitio especial no centro da Maia

Urgia a necessidade de encontrar um spot por perto para um merecido repasto. O local era a Maia e cozinha tradicional portuguesa era a opção mais consensual. Vem à lembrança um sitio já anteriormente visitado e cuja qualidade é reconhecida. Estava decidido!



Nome: D. Lurdes
Data da visita: Julho de 2015
Localização: Maia, perto do centro
Comentário: assumo que este post é um dos mais difíceis que tive de fazer. Para mim a D. Lurdes é um dos melhores sitios na Maia para se saborear cozinha tradicional portuguesa. As variadas menções e prémios atribuidos pela imprensa da especialidade são prova disso. As expectativas eram portanto altas ... acho que o problema foi a escolha do prato. Não vou dizer que estava mau, mas não estando espetacular ficou abaixo das expectativas.
Para quem não conhece, a D. Lurdes tem uma decoração sóbria, simples e acolhedora. A cozinha é completamente aberta para a sala, permitindo aos comensais verem pelos seus próprios olhos a limpeza e organização do seu staff.
Voltando ao tema da escolha, no dia a mesma recaiu sobre uma das sugestões na carta: um nispo assado acompanhado por batata assada, um arroz de açafrão e legumes cozidos. Nispo é na pratica lombo de porco, mas da parte mais gorda da peça, sem duvida mais saborosa. De novo...não estava má ... pelo contrário, porém não estava propriamente espectacular.
A carta dos vinhos era diversificada e tinha marcas de referência. Mas os preços, não chegando ao nivel do exorbitante não eram propriamente em conta. Não havia nenhuma 0.375cl abaixo dos 6€ e por exemplo o espumante mais em conta era o Asti Gancia(!!) por 15€, sendo os restantes acima dos 20€. A opção para "moer" o nispo recaiu sobre uma 0.375cl de Chaminé tinto, uma referência do nosso querido Alentejo. Deu conta do recado. Nota menos positiva para a temperatura a que o vinho foi servido, estando a mesma um pouco elevada.
Para finalizar e adoçar a boca, optamos por umas farófias e uma delicia de chocolate. Cumpriram sem deslumbrar.
Toda a experiencia ficou pelos 18€/pax, perfeitamente em conta considerando a casa que é.
Repeteco? Sim... já conheço a D. Lurdes há anos, e não será uma experiência menos bem conseguida a criar uma rutura. Se calhar até é preciso uma nova visita em breve, para repôr os níveis de confiança no topo de novo.

Thursday, 9 July 2015

Um sushi fantastico na nossa capital

A promessa foi clara: um sushi fantástico...talvez um dos melhores já provados. As expectativas ficaram altas. Em direcção a uma zonas mais trendy da nossa capital rumamos. E ainda bem que o fizemos.









Nome: Sushi Time
Data da visita: Julho de 2015
Localização: Lisboa, na zona da Expo (junto ao Hotel Vip Art's)
Comentário: a expectativa estava muito alta, mas a convicção com que a qualidade do sítio era afirmada afastava qualquer receio. A decoração é moderna, urbana e de muito bom gosto. Além da carta, ao jantar têm rodizio de sushi. As hostes são abertas com umas tempuras de carne e legumes fabulosas. Para o 2º round o comensal é convidado a escolher entre uma sopa miso ou um temaki. Apesar de não ser um fã incondicional de temaki, arrisquei e não me arrependi. A folha de alga não era seca e o salmão com filadélfia estava simplesmente divinal ... ainda hoje estou indeciso se passei a gostar de temaki ou se apenas os comerei ali. Dalí em adiante é um rodar constante de gunka, uramaki, futomaki, nigiri, sashimi e afins. A frescura do peixe era inconstestável e o sabor divinal. Os apreciadores de sashimi ficarão encantados com a diversidade e originalidade das peças: salmão com parmesão gratinado, salmão com sementes, espadarte e peixe manteiga. A apresentação das peças já são por si são uma festa para os olhos. Pela primeira vez experimentei um roll  com topping de morango ... gostei, mas não amei. Ainda estava disponivel rolls com topping de chocolate mas a barriga já não aguentava mais. Alerto; é um rodízio à seria...eles não param!
Para acompanhar, a sugestão foi uma carta de gins, mojitos e outras bebidas de alto teor alcoolico, muito em voga para acompanhar sushi, que assumo não ser a minha preferência. Nem fomos à carta de vinhos, fomos diretos à imperial.
O preço do rodizio é 23,95€/pax, que se juntarmos bebidas e café difilmente coloca o fight abaixo dos 30€. Não é barato, mas a qualidade compensa...mesmo!
Repeteco? pois tá claro! É só voltar para aquela zona.

Sushi Time Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Wednesday, 1 July 2015

Mais um para os peregrinos da A1

Mais uma piscina Lisboa-Porto pela A1, e eis que Fátima é a localidade escolhida para o stop do jantar merecido. Eis que surge a ideia de pegar no telemóvel, pesquisar no Tripadvisor por restaurantes em Fátima, ordenar por pontuação, e seja o que a Nossa Senhora quiser, ...



Nome: A Tasquinha
Data da visita: Junho de 2015
Localização: Fátima, junto ao santuário
Comentário: o risco era grande, mas queria mesmo comprovar se nos dias que correm  podemos confiar o ato sagrado da refeição nas reviews de comensais dos sites e portais da especialidade...cada vez mais me convenço que sim. Se centenas de pessoas dizem o mesmo, não podem estar todos errados, certo?
A Tasquinha é um spot, mesmo junto a uma das entradas do santuário. O espaço é grande, e a decoração simples e funcional. Para o embate da noite, confiei numa das especialidades assinaladas no cardápio: o polvo à lagareiro. E não me arrependi. O polvo estava tenro, bem cozinhado e muito saboroso. Acompanhava com batatas a murro e feijão verde cozido ligeiramente salteado. Tudo bem regado com azeite de qualidade da região. A dose era bastante generosa ... a meia dose recomendada para um comensal não foi consumida na totalidade. Para beber, a escolha caiu sobre uma 0.375cl do tinto da casa, um vinho de lavrador da região da Vidigueira, que me surpeendeu pela positiva, revelando-se bastante frutado e com estrutura suficiente para aguentar o polvo. Consegui reparar que a lista de vinhos era diversificada e tinha referencias de qualidade a preços razoáveis.
A lista das sobremesas era variada e era composta por doçaria tradicional. Optei pela tarte de limão, que se revelou uma escolha acertada.
No final, a dolorosa ficou nos 17€/pax. Achei um valor perfeitamente adequado à refeição apresentada.
Repeteco? Sem duvida. O Crispim terá de me partilhar com A Tasquinha, ocasionalmente.