Vê a minha história gastronómica na Zomato!

Sunday, 10 April 2016

Old school @Porto

Num momento em que vivemos uma revolução da nossa oferta gastronómica, nem sempre é fácil encontrar um spot para usufruir de uma comida simples, tradicional e honesta. Mais ainda quando o queremos fazer com a maxima qualidade. Mas é possível! Há casas que já cá estavam antes do boom e irão continuar se um dia a movida arrefecer.






Nome: Cozinha do Manel
Data da visita: Março de 2016
Localização: Porto, em frente à estação do Metro do Heroismo
Comentário: aberto desde 1989, longe ainda de se imaginar que o Porto se tornaria num vibrante e cosmopolita destino turístico, a Cozinha do Manel especializou-se na arte da confecção de comida tradicional portuguesa. Dois fornos a lenha são a principal ferramenta de trabalho, que juntos a muito talento e devoção, permitem aos comensais usufruir dos aromas e sabores da nossa riquíssima cozinha. Aliás, "fusão", "autor" e "internacional" são palavras que não entram no léxico desta casa ... aqui é como no antigamente! A experiência começa na entrada em que o comensal, para chegar à sala, passa pelo mural dos famosos que foram visitando a casa nas ultimas décadas. Portugueses, estrangeiros e como seria de esperar os melhores da naçon azul e branca. Do lado oposto, uma imponente garrafeira repleta das melhores referências do norte a sul, onde até o mítico Barca Velha marca presença.
É de chamar a atenção, que a Cozinha do Manel funciona numa lógica de pratos em dias marcados. As tripas à quartas, o cozido às quintas e à sexta o afamado cabrito assado. Porém são residentes da lista, os filetes de polvo e a vitela assada. Isto faz com que a lista não seja imensa. Tenha isto em mente numa visita à casa, e planeie o dia, se pretender um prato especialidade.
Sentados e instalados, foi dado inicio ao fight com uma murcela polvilhada com cominhos, pimentos padrão de pequeno porte bem fritos em azeite e bolinhos de bacalhau. Nada a apontar, a não ser a excelência e a frescura de tudo ... os bolinhos acabados de fritar e a murcela cheia de sabor com o perfume dos cominhos. Mesmo os outsiders pimentinhos padrão estavam cozinhados no ponto e salgados com muito equilíbrio,
Para prato principal do fight a escolha caiu sobre os filetes de polvo com arroz do mesmo e a vitela assada com batata assada e arroz de forno. O polvo tenro estava muito saboroso e o arroz do mesmo servido sequinho, estiveram à altura das expectativas. A vitela, tenra ao ponto de desfazer com o garfo, estava muito saborosa. Menção honrosa, para o arroz de forno em púcara de barro, servido ao longo da refeição e que acabou por ser companhia a ambos os pratos. Sequinho e cozido no ponto.
Já anteriormente mencionado e como seria de esperar, a carta de vinhos é extensa, cuidada e variada tanto na geografia, nos estilos e nos preços. Os valores rondam os típicos 2x do valor do retalho. Previamente acordado entre os confrades, que caberia em exclusivo ao Douro a maridagem ao repasto, ficou ao cargo de uma 0.75cl de Evel tinto e uma 0.75cl Cistus tinto a tarefa. Como seria de esperar cumpriram na perfeição, com ambas as garrafas a rondar os 10€ cada, tendo a Evel arrecadado o ouro e a Cistus a prata.
A finalização foi com uma rabanada, bem regada em calda de açucar. Foi um Natal em pleno Março.
Os valores ficaram a rondar os 23€/pax, um valor que não sendo baixo é justo para a qualidade oferecida.
Repeteco? Recomendo para quem não conhece ou para quem visita o Porto, uma ida à Cozinha do Manel. Voltarei com certeza, a uma quarta-feira para comer as tripas à moda do Porto.


Aproveite para seguir o Lambetacho no Bloglovin    Follow

A Cozinha do Manel Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Sunday, 3 April 2016

Há peixe bom e fresco na margem sul

"Escondidinho" podia muito bem ser a palavra que melhor descreve este spot. Com poucas ou nenhumas referências na Grande Rede e definitivamente longe dos olhares dos que passam por mero acaso, proponho com este post dar a conhecer um sítio, simples e honesto para comer peixe fresco ... ah, e barato. Vamos aos Sarilhos Grandes. 




Nome: Tasca da Lota
Data da visita: Março de 2016
Localização: Lançada, Sarilhos Grandes, Montijo
Comentário: de vez em vez a Tasca da Lota é o eleito para receber este vosso contador ao almoço.  Bem escondido nas ruelas dos Sarilhos Grandes, dificilmente será uma visita de ocasião. É preciso conhecer. Numa pequena casa branca em zona de descampado, a cidade capital no horizonte, lembra-nos que estamos na margem sul e não numa recôndita vila alentejana.Discreto e muito simples, nesta tasca a grelha é o principal ativo. Há carnes mas é o peixe que nos faz cá vir e voltar. Dito com orgulho pelo proprietário, é fresco e resultado de visitas diárias à lota. À vista dos comensais e prontos a serem escolhidos para repasto, dourada, robalo e salmão são presenças assiduas na carta, que não é bem uma carta ... escolhe-se o peixe que se pretende e avisa-se quem está a servir. O staff esse, à imagem do spot em si é do mais honesto, simples e despretensioso que poderemos encontrar. Aqui a simplicidade é a imagem dominante e o "tasca" no nome começa a fazer sentido, porém as mesas sempre compostas com comensais locais conseguem transmitir alguma segurança, mesmo aos menos adeptos das tasquinhas.
Desta, a escolha foi para uma dourada escalada grelhada na brasa, acompanhada com batata cozida e salada bem temperada. Mão um pouco pesada para o sal, mas o peixe confirmadamente fesco, estava bem grelhado e saboroso. Coube ao branco, com marca da casa, acompanhar o petisco. De origem desconhecida, mas com evidentes aromas a moscatel, servido fresco soube casar muito bem com a dourada. A carta das sobremesas, não é imensa, mas conta com alguma doçaria caseira ... apesar de não ser propriamente algo no topo das minhas escolhas usuais, senti um impulso de avançar sobre o arroz doce. Estava bom, e conseguiu terminar em beleza o fight.
Com café incluido, tudo isto por 7.50€, preço de diária. Um valor muito, muito justo que faz desta tasca um spot a revisitar.
Repeteco? Sim. Voltarei, seja para a dourada ou robalo quando andar por aquelas bandas.

Aproveite para seguir o Lambetacho no Bloglovin    Follow

Tasca da Lota Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Saturday, 26 March 2016

Samouco com sabor a mar

O Samouco consegue proporcionar momentos de calma e tranquilidade, algo que poderá surpreender alguns, especialmente quando nos apercebemos que estamos às portas da cidade capital. Aqui o peixe o marisco estão em destaque, pela ligação destas gentes ao Tejo e frutos que ele dá.





Nome: Marisqueira do Samouco
Data da visita: Março de 2016
Localização: Samouco, no centro da vila
Comentário: a vista à Marisqueira do Samouco, reconheço foi uma segunda escolha. Era um jantar de amigos e o objetivo estava já bem definido: massada de sapateira. Sim, o desejo era experimentar a massada de sapateita num spot de Setúbal, cujo nome não irei para já revelar, mas que por ser segunda-feira se encontrava fechado. Não querendo desviar do objetivo, até porque a imagem da massada estava enraizada no pensamento de todos e só a mera hipótese de repensar a estratégia era motivo de angustia, há que encontrar novo spot com capacidade técnica e logística para saciar o desejo de massada de sapateira. Quis o destino que os nossos desejos fossem satisfeitos e rumamos ao Samouco em busca da Marisqueira do Samouco. Chegados ao centro da vila, e depois de um dificil estacionamento, entramos na Marisqueira, uma casa ampla, limpa e com uma decoração despretenciosa que era um convite a tirar a gravata e usufruir das coisas simples da vida. A carta como seria de esperar é rica em marisco e peixe, em que há alguma oferta de carnes, mas que por motivos obvios deixamos de parte. O fight iniciou com uma entrada de amêijoa à bulhão pato e pão torrado com manteiga.O sabor do bivalve aromatizado com os coentros, intervalado com o pão, mantiveram em alta a expectativa do que aí viria. Finda a entrada, avançamos para a estrela da companhia, a tão aguardada massada de sapateita. Servida em tacho de ferro, uma generosa porção de cotovelos de massa com lascas de sapateira, coentros e gambas rijinhas q.b, foram uma montra do melhor do que se pode fazer com imaginação, talento e ingredientes de qualidade: divinal, soberbo ao ponto de não ficar um unico cotovelo no prato e no tacho, e repito a dose era bem generosa. Servida em pratos de sopa, à moda da nossa casa e comida à colher declaro aqui, que a massada de sapateira da Marisqueira do Samouco é um dos melhores pitéus que retenho memória, dos ultimos tempos. Mais ainda, pela diferenciação do prato em si... massada de peixes e mariscos não é propriamente algo consensual e se no sul facilmente se encontra quem o providencie no norte a conversa é ligeiramente diferente.
Já com o fundo do tacho à vista e estômagos devidamente saciados, decidimos que por uma questão de ética e coerência deveriamos avançar para a sobremesa. Sem grande surpesa, a carta não impressionou. Além de gelados e fruta havia o típico doce da casa, adivinhe-se ... de nata, bolacha e leite condensado. Após um breve, mas determinado, momento de reflexão foi decidico por unaminidade que a sobremesa passaria por uma travessa de camarão, perceves e burriés, aka, buzios ou caracol do mar. Feliz a hora em que se tomou tal decisão: foi uma explosão de sabores do mar. A frescura era evidente e estava tudo cozinhado na perfeição. Estranho nome o de burrié ... sim é verdade, há uma semelhança visual entre ambos os elementos organicos mas definitivamente não queremos pensar num quando estamos a comer o outro.
Escusado será dizer que as várias fases deste fight foram acompanhadas por um branco, servido em jarro, que nos foi informado ser da região de Pegões ... um filho da terra, portanto. Por isso, parabéns à casa pela escolha. O branco era simples, fresco e aromático ... mais não se poderia pedir.
Um café e uma conta de 25€/pax, fecharam as festas. Um valor muito em conta, para tal festim de frutos do mar. Ah, é verdade, o staff eficiente, simpático faz-nos mesmo sentir em casa.
Repeteco? Tão seguro como o sol nascer amanhã. A Marisqueira do Samouco, passou a figurar nos pontos de passagem obrigatório para quem anda por aquelas bandas. Adorei ... muito!

Aproveite para seguir o Lambetacho no Bloglovin    Follow

Marisqueira do Samouco Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Friday, 25 March 2016

Agora pode pesquisar os restaurantes visitados diretamente no mapa!

A ideia já era antiga: organizar os fights no Google Maps de modo a facilitar a vida aos comensais na sua busca do próximo spot a ser visitado. Em viagem ou na sua cidade natal, basta apontar para zona geográfica e pesquisar os fights travados na área.


Depois é só clicar no sítio escolhido, saltar diretamente para o post e decidir se esse vai ser o próximo sítio a conhecer.

"Never have a bad meal again"



Aproveite para seguir o Lambetacho no Bloglovin    Follow

Sunday, 20 March 2016

Uma varanda com vista para a serra

Reconheço nunca ter percecionado o verdadeiro valor do património cultural que a região da Serra da Estrela possui, até bem recentemente. Seja pela qualidade da hotelaria, restauração, as paisagens e principalmente pela arte de bem receber das gentes da terra a Serra passou a ter um lugar muito especial no meu imaginário. Só é pena ser tão longe. Desta fomos até uma varanda muito especial com vista para a Serra.






Nome: Varanda da Estrela
Localização: Penhas da Saude, Serra da Estrela
Data da visita: Janeiro de 2016
Comentário: a 1500m de altitude chegamos ás Penhas da Saúde, um dos pontos mais altos de Portugal Continental. Aqui a paisagem é de montanha em que o branco da neve domina nos meses frios de Inverno. A uma walking distance do famoso Hotel da Serra da Estrela encontramos a Varanda da Estrela, um spot muito bem classificado no nosso amigo Tripadvisor. Chegados ao local a meio da semana, fora de qualquer periodo alto, encontramos um parque de estacionamento bem composto de viaturas ... o 1º sinal positivo. O interior, com decoração tipicamente serrana, estava cheio de comensais nacionais e estrangeiros (!), que nos leva ao 2º sinal positivo. Fomos acomodados na ultima mesa disponível, por um staff genuinamente simpático e hospitaleiro, mas isso é algo que deixamos de estranhar nesta região. O frio pede jantares reconfortantes à lareira com tintos e encorpados e a carta da Varanda da Estrela corresponde a 100% com pratos de comida tradicional beirã. O fight começou com a entrada serrana composta por queijo da serra, murcela, azeitonas, uma especie de pickle de beterraba e uma pasta para barrar bastante picante, à base de mostarda e especiarias. A pasta é mesmo picante, porém a murcela estava divinal e os queijos, relembram-nos que estamos na Serra da Estrela.
A carta é diversificada, porém a escolha estava já feita e era para o prato especialidade da casa, o arroz de zimbro. Zimbro, é um arbusto cujas folhas e bagas são usadas para tempero que dá um sabor silvestre ao prato ... parecido, diria eu, com a carqueja. O arroz servido em púcara de barro com carnes e enchidos, malandrinho acompanha com uns legumes salteados bem temperados com vinagre. Os sabores do zimbro e do vinagre são fortes e diferentes daquilo a que estão a maioria dos comensais estarão habituados. Porém o resultado final é fantástico, com um prato cheio de aromas e sabores que para sempre recordarei pela diferença e novidade que proporcionou. Ainda houve oportunidade de provar a vitela assada também servida em púcara de barro a acompanhada com batata. Deliciosa, sem dúvida, mas a sua banalidade ficou ofuscada pelo "exotismo" do arroz de zimbro.
A maridagem do lado do vinho ficou a cargo de uma 0.37cl de um Quinta dos Currais 2013 tinto, da zona do Fundão elaborado com touriga nacional, aragonês, castelão e rufete. Este tinto é cheio de estrutura com taninos evidentes e bons aromas a fruta madura. Conseguiu dominar na perfeição a complexidade do arroz de zimbro e da vitela também. Nota positiva, pela opção de usar um vinho da região para vinho da casa ... uma oportunidade para experimentar algo de fora das grandes regiões vinicolas.
Escusado será dizer, que à semelhança do que, de uma forma geral encontramos por toda a região, as doses são generosas, capazes de satisfazer os comensais com maiores necessidades nutricionais.
Coube a um pudim a finalização do fight que não sendo mau, não foi suficiente para ficar para sempre marcado.
O festim ficou a rondar os 15€/pax, um valor muito em conta para o fight em causa ... pela qualidade, diferenciação dos pratos, serviço e generosidade das doses. A isto juntar uma imagem e paisagem digna de um postal de Natal.
Repeteco? Sem duvida. A Varanda da Estrela é paragem obrigatória no roteiro da serra.

blogging.pt ... um sítio para seguir o que se faz na blogosfera


A blogosfera é realmente uma comunidade imensa onde de tudo se fala e se discute. Reconheço que nem eu proprio tinha esta noção, quando decidi pôr em papel (salvo seja ... a blogosfera é o novo papel e caneta do antigamente) as experiências por mim vivênciadas nesta vida de lambetacho.

Foi então que encontrei este site, criado e mantido por malta portuguesa que ajudam na divulgação de blogs. Congrats pelo trabalho e pela ajuda a fazer chegar a mais e mais gente as palavras que há para dizer.



Para lá chegar:

Saturday, 12 March 2016

De volta ao Chiado ... em italiano

O Chiado, à semelhança de outras zonas trendy da nossa cidade capital, palpita de vida e diversidade. Escolher um spot para repasto é um exercício de sorte tal é a oferta com que somos confrontados. Desta, a escolha foi para um italiano, cujo nome é já conhecido noutras paragens da capital e que agora espera os comensais na baixa.


Nome: Mercantina
Localização: Chiado, baixa de Lisboa
Data da visita: Janeiro de 2016
Comentários: a visita ao Mercantina no Chiado foi de ocasião ... em trânsito pela zona na hora de almoço e à vista de um nome já conhecido, fez com que o Mercantina fosse a escolha. O interior, decorado com tons de madeira dá um ar acolhedor. À semelhança do que tipicamente encontramos nos restaurantes da zona, a clientela é cosmopolita e com grande presença de turistas. O staff não sendo nem simpatico nem o contrário, recolhem o pedido  e colocam umas focaccias enquanto aguardamos pela prato. Reconheço que as ditas focaccias estavam boas, com a base estaladiça e fresca. A carta como seria de esperar é de base italiana que varia das pizzas, pastas e pratos italianos de carne. Admito que na altura do fight desconhecia que a Mercantina era a detentora de uma estrela Michelin na categoria das pizzas e, provavelmente, erradamente a escolha foi para o esparguete com almondegas. Não estava mau, mas não supreendeu ... banal ... igual a tantos outos sitios. Um simples cerveja acompanhou o repasto, pelo que não tive oportunidade de escrutinar a carta de vinhos. Saltamos sobremesa e fomos diretos ao café.
Feitas as contas, um simples almoço (sim, mais simples era impossível) fica a rondar os 15€/pax. Um valor elevado para a simplicidade e banalidade da refeição. Não entendam mal ... não vou dizer que estava mau ou que fomos mal atendidos, mas era banal ... sim, a palavra certa é: banal.
Repeteco? Vou dar mais uma hipótese à casa, mas desta para experimentar as pizzas premiadas ... só mesmo por isso.

Mercantina Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Saturday, 5 March 2016

Nos locais recônditos da Serra da Estrela

Reza a história que el-rei D. Sancho I, na sua tarefa de povoamento das elevadas altitudes das beiras, necessitou de tomar um "folegosinho" após subir 900m da agora Serra da Estrela e ficou então assim batizada esta magnifica aldeia beirã que deslumbra pelas suas vistas, gentes e claro está, a gastronomia. Aqui o tacho é coisa séria. Pratos fortes, doses generosas e uma forma de receber que dá vontade de voltar.







Nome: O Albertino
Localização: Folgosinho, Gouveia
Data da visita: Janeiro de 2016
Comentário: a visita ao Albertino estava já planeada e uma passagem pela região foi a desculpa perfeita. A localidade de Folgosinho, é de díficil acesso. Os 900m de altitude feitos de estradas sinuosas permitem desfrutar de uma fantástica paisagem sobre o Parque Natural da Serra da Estrela. Chegados à vila, facilmente se encontra o Albertino. Uma casa simples, onde a entrada é feita pelo piso térreo onde opera o café do Albertino. Umas escadas conduzem ao piso superior onde está instalada a sala do restaurante. Uma decoração rústica e tipicamente beirã transmite uma sensação de conforto e acolhimento. O staff prima por uma simpatia e vontade de receber, a que a região já nos habituou. Apesar de existir uma carta com oferta diversificada de carne e peixe, o Albertino é famoso pelo seu pijaminha de pratos de cozinha tradicional das Beiras. Não há portanto que inventar nem ter de pensar muito. Vamos fazer uma viagem pela gastronomia serrana. As hostilidades são abertas com umas entradas compostas por:
  • Queijo da serra
  • Prato de enchidos diversos: farinheira, murcela e chouriço
  • Iscas de figado fritas
Sem surpresa, tudo estava divinal e só serviu para aguçar a curiosidade do que aí viria. E eis que começa o desfile:
  • Feijoada de javali, de molho grosso, carne tenra e feijão cozido no ponto. 
  • Cabidela de lebre, bem equilibrada no vinagre.
  • Cabrito assado. Carne tenra, bem assada, cheia de sabor.
  • Leitão à Albertino. Um sabor já bem conhecido e que mostrou que não precisamos de estar na Bairrada para comer bom leitão!
Todos os pratos estavam excelentes, cheios de sabor e com notável cuidado na sua preparação. Se tivesse a dificil tarefa de nomear o melhor prato, diria a feijoada de javali e de seguida a cabidela de lebre. Não porque os outros estivessem menos bem conseguidos, mas os primeiros são sabores não tão habituais  e como tal, trouxeram o elemento surpresa.
A exigente tarefa de acompanhar este festim, coube ao tinto da casa, um portento de Nelas, cheio de estrutura e boa acidez, algo que o Dão produz com naturalidade.
Apesar da barriga dar sinais de não aguentar muito mais, somos confrontados com o facto de haver pijaminha para as sobremesas. Somos obrigados a chamar todas as forças que ainda restavam para receber:
  • requeijão com doce de abóbora
  • arroz doce
  • leite creme
Sem surpresas, todas estavam excelentes. Menção honrosa para o requeijão com o doce, um must nas visitas à região.
É obrigatório aqui mencionar que durante todo o fight, o staff  frequentemente questionava se pretendiamos repetir algum dos pratos. Não é preciso, portanto, falar acerca da generosidade das doses. Garantidamente, até o comensal mais insaciável, ficaria com certeza satisfeito.
Café e digestivos são à descrição. Manda a tradição da casa, que sejam consumidos ao balcão. Sim, correto...os digestivos são à descrição ... três garrafas de aguardentes foram colocadas à disposição. Bastava servir.
Prepare-se agora o leitor para o grand finale ... o preço é um valor fixo de 16€/pax ... sim, tudo isto ficou por 16€/pax!!! E a criança não pagou!
Por tudo isto, o Albertino entra direto para o pódio do bang for a buck.
Repeteco? Sem duvida! Pela qualidade, generosidade das doses, simpatia e arte de bem receber. Um ponto de paragem obrigatório para quem visita a Serra da Estrela.

Sunday, 21 February 2016

Petiscar em Setúbal

Setúbal tem sido para mim sinónimo de descoberta, fruto da minha falta de conhecimento sobre esta cidade. Este fight sobre o qual vos irei falar de seguida, foi especial no sentido em que confirmei que ainda é possivel ser supreendido e experienciar sabores novos, pelo menos para mim. Vamos petiscar em Setúbal.


Pica-pau de salmão


Cachupa

Salada de ovas


Nome: Beco da Ribeira
Localização: Setúbal, na Luisa Todi
Data da visita: Fevereiro de 2016
Comentário: a visita ao Beco da Ribeira, foi algo assim para o inesperado. O nome já tinha surgido em conversas sobre (bom) tacho passadas e uma passagem pela margem sul ditou, que se deve passar das palavras aos actos e que o Beco seria alvo de raid. Rumados a Setúbal, a primeira tarefa foi encontrar o spot que não está à face da mais famosa boulevard  da cidade de Boucage, mas sim, num beco nas traseiras de um prédio. Mesmo assim, dando com o beco é atentar que é a ultima porta, sempre fechada sem grandes referências à casa. Mesmo com o tardar da hora, a casa estava bem composta ... o que deu o primeiro sinal positivo, pois uma casa que é quase impossível encontrar, de porta fechada, cheia aquela hora ... as probabilidades jogavam a nosso favor.
O espaço não é muito e é composto por um rés-do-chão com 3 ou 4 mesas, um balcão e a cozinha, facilmente vísivel aos comensais. Existe ainda um piso superior com mais algumas mesas, porém esse é permitido a fumadores. A decoração rústica e o ambiente pouco iluminado, transmite verdadeira sensação de tasquinha petisqueira. A carta é feita de petiscos variados, alguns dos quais a mera leitura do nome não deixavam adivinhar a sua forma e conteúdo. Há também um prato do dia, sopa do dia e hamburgers em pão. Seguindo a velha máxima que em caso de dúvida sobre em que deve recair a escolha, um pijaminha é a decisão acertada, definimos a seguinte ordem de trabalhos:

  • Pica-pau de salmão, consistindo em fatias de salmão fumado em molho avinagrado com ervas. Delicioso é pouco, para descrever o exotismo desta forma de comer salmão.
  • Cachupa, um prato com origens cabo-verdianas, completamente desconhecido para mim à altura. Uma especie de guizado de carnes e enchidos com grão-de-bico e milho, com ovo estrelado a cobrir. O nosso bem português Rancho será talvez o mais proximo para efeitos de comparação. Bem perfumado com cominhos, foi para mim a estrela da noite. Surpesa total.
  • Salada de ovas, com molho vinagrete, com bom sabor a pimentos. Deliciosa!

Concluimos por unaminidade, que mandando as boas práticas do pijaminha que os pratos devem ser em crescendo, as ovas deveriam ter aberto o desfile, para dar lugar aos sabores mais exóticos e intensos do salmão e da cachupa. Cachupa, cachupa, ... quero repetir este nome mil vezes ... fantastico, delicioso, quero mais!!!
Coube a uma(s) 0.75cl do branco da Quinta de Alcube, a tarefa de acompanhar o festim. A fernão pires deu a este néctar de Azeitão, a fruta e a acidez necessária para cumprir, e bem , a tarefa.
Ficou a cargo, de um semi-frio de frutos vermelhos o toque doce de finalização, que como seria de esperar estava na linha de excelencia que ditou todo este repasto.
A conta foi também ela uma boa surpresa, com os 17€/pax! Um valor muito em conta, considerando a qualidade, diversidade e generosidade das doses. Sim, não posso terminar sem mencionar a generosidade das porções.
Repeteco? Não vejo a hora de lá voltar. Quero voltar e comer mais cachupa! E mais salmão. E mais ovas. E mais ... de tudo.
Beco da Ribeira  Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Wednesday, 17 February 2016

Yet another sushi na cidade capital

Voltamos à cidade capital para mais uma vez falamos de sushi. O elevado número de spots de sushi que povoam as nossas cidades são prova mais do que evidente que esta "estranha" (mas saborosa e que se aprende a gostar) forma de praticar gastronomia está a vingar entre nós. Na zona nobre da nossa capital, que é a expo, as opções são bastantes e diversificadas em qualidade, preço e estilo.




Nome: Sushisan
Localização: Lisboa, zona da expo
Data da visita: Janeiro de 2016
Comentário: apesar de serem spots completamente diferentes, tanto pelo estilo, preço e qualidade é-me muito difícil não fazer uma comparação direta entre o Sushisan e o Sushi Time alí a uns metros de distância. Talvez por partilharem a mesma zona, porque há traços comuns na forma de fazer o sushi ou talvez porque em ambos o rodízio é a modalidade mais praticada, a comparação acaba por ser inevitável. A sala do Sushisan é de boas dimensões e as mesas encontram-se dispostas de forma a rentabilizar ao máximo o espaço. Apesar do numero de elevado de lugares sentados, é frequente a capacidade máxima ser atingida e uma espera poderá ser incontornável. Apesar de existir uma carta com pratos diversos de sushi e sashimi a opção foi para o rodízio que ao jantar ronda o valor dos 18€ por pessoa ... o que numa primeira avaliação é um valor baixo, ainda mais quando comparado com os 30€/pax do seu vizinho Sushi Time. Lendo outras reviews deste espaço pela blogosfera, constatei que uma das mais comuns avaliações negativas é o staff, muitas vezes mencionado pela sua pouca atenção ao cliente. Eu, pessoalmente, neste fight não verifiquei isso ... o staff mostrou-se sempre atencioso, disponível e simpático. Como não podia deixar de ser, a escolha foi para o dito rodízio que iniciou com uma sopa miso e um hot roll com molho que me pareceu ser de teriaki. Tanto a sopa como o roll não sendo propriamente o melhor que já comi, estavam saborosos. Findo os pratos de abertura, veio um prato sushi e sashimi de freestyle composto por cerca de 30 peças. Muito generoso portanto. Rolls califórnia, com frutas, gunkans, nigiris e peças de salmão, atum e peixe manteiga contribuiam para criar um prato com bastante diversidade. A frescura do peixe era evidente, estava tudo muito bem confeccionado e cheio de sabor. Nada de negativo a apontar. Depois das 30 peças, apesar de saciado, por uma questão de princípio optei por repetir, desta apenas focado nas peças que mais me conquistaram: gunkans e sashimi de salmão. Uma finalização perfeita!
Coube a uma 0.37cl de JP de Azeitão branco, acompanhar o festim. Sem ser um néctar que deslumbra, este gama de entrada da Bacalhôa, mostrou-se à altura. Os 8€ pedidos pela meia garrafa, são elevados para o vinho em causa, mas já se sabe em rodízios é nas bebidas que os abusos acontecem. Nada de muito chocante, no entanto.
Para fecho do fight, uma conta de 25€/pax, o que faz do Sushisan um campeao da relação preço/qualidade. Um all you can eat,  com esta qualidade por 25€ é um valor realmente baixo, mais ainda quando comparado com o seu vizinho Sushi Time, em que repasto equivalente fica facilmente por mais 10€ a 15€ por pessoa. Reconheço que o Sushi Time estará uns pontos acima, porém por cada 2 visitas lá dá para 3 ao Sushisan ... felizmente, há espaço para ambos os spots, e assim pode o comensal escolher e ir variando.
Repeteco? Sem dúvidas. Mandatoriamente, serei obrigado a repartir-me entre o Sushisan e o Sushi Time, porém o Sushishan receberá minha visita amiúde.
Sushisan Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Sunday, 14 February 2016

Peixe no Chiado

Já aqui falamos sobre a transformação que o Chiado sofreu, muito impulsionada pelo aumento do fluxo de turistas à nossa capital. Obrigatoriamente, a restauração tem de se adaptar a esta nova realidade para conseguir ir ao encontro deste novo cliente que é mais sofisticado, viajado e com mais poder de compra. O Sea Me - Peixaria Moderna, no Chiado, está perfeitamente enquadrado nesta nova realidade. Não é porém para todas as bolsas.


Nome: Sea Me - Peixaria Moderna
Localização: Lisboa, Chiado
Data da vista: Janeiro de 2016
Comentário: a visita ao Sea Me, foi algo por mero acaso. Não tinhamos qualquer reserva prévia, e mesmo ao almoço em dia de semana, a casa estava cheia. Por sorte, rapidamente fomos instalados por um staff atencioso e educação extremada, que mais tarde confirmamos estar também muito bem preparada para responder a todas as dúvidas sobre a cartas de comida e vinhos. O ambiente é muito cosmopolita e um babel de nacionalidades e linguas, desde o business traveler ao turista de meia-idade da classe média alta do norte da Europa. Ao fundo uma banca de peixes e mariscos que mais podia ser uma obra de arte de natureza morta ... digo isto no bom sentido, sem ponta de sarcasmo.
A carta é diversificada onde o peixe é claramente rei. Existe também um menu de sushi que não tendo tipo oportunidade de provar pessoalmente, foi-me reportado como um dos melhores de sempre (!) ...  fica já escolha feita para um fight futuro. Sem grande ponderação ou hesitação a escolha foi para um prato de peixe, concretamente a garoupa tostada com puré de ervilha, palha de alho francês e foie-gras. Como seria de esperar, estava simplesmente espetacular. O peixe, branco e de frescura indiscutível estava cozinhado na perfeição assim como o foie-gras que em conjunto com o puré de ervilhas criavam uma textura fantastica e com muito sabor. O empratamento, como é possível constatar pela foto, segue a velha máxima que os olhos também comem, e como tal evidenciava o cuidado exímio com que a tarefa foi executada. A generosidade da dose, essa segue a linha do "nutricionalmente corretas" ou seja, poderão alguns comensais com outras necessidades, achar insuficientes. Coube a um Vinha do Monte Branco, da Herdade do Peso, a copo, acompanhar a garoupa, que se mostrou adequado. O vinho foi sugestão do empregado, que teve o cuidado de perceber as preferências dos comensais em termos de acidez e fruta antes de sugerir este Alentejano. Nota positiva para este ponto.
Sem tempo para a sobremesa, avançamos para o café e conta. Essa rondou os 25€/pax, o que faz do Sea Me um sítio assumidamente caro! Só os pratos individuais à carta, começam perto dos 20€. Facilmente, se percebe porque uma refeição de um prato com um copo de vinho sem sobremesa chegou aos 25€. Um repasto mais composto em termos de comida e vinho rapidamente chega aos 40€/pax. A qualidade e o requinte do sítio, são no entanto indiscutíveis, o que torna o Sea Me um sítio apropriado para um business lunch ou para um jantar especial a dois. Já para uma tainada da malta, poderá revelar-se menos indicado, não só pela (falta de) generosidade das doses como pelo valor praticado. Reserva prévia é no entanto mais do que aconselhável, obrigatório, para evitar dissabores.
Repeteco? Sim, poderei voltar quando o momento for o apropriado.
Sea Me - Peixaria Moderna Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Wednesday, 10 February 2016

Onde o Douro encontra o mar ...

Em tempos idos, antes da revitalização que a baixa portuense sofreu, a Foz do Porto era um dos locais mais concorridos não só para saídas noturnas como momentos de repasto. O sítio mantém a sua linha original e apesar de concorrer com outras zonas da cidade, continua a atrair muitos e as razões são diversas e bastantes.




Nome: BH Foz
Localização: Porto, zona da Foz
Data da visita: Janeiro de 2016
Comentário: a visita ao BH Foz era algo aguardado há já algum tempo! Os rumores sobre o sushi de excelência que a casa proporciona estavam na origem desses rumores. O BH está localizada em plena Avenida Brasil, em primeira linha de mar, num edifio que já albergou os mais diversos negócios, incluindo uma bomba de gasolina. Escusado será dizer que a localização é do mais premium que encontraremos ... uma vista fantástica sobre a praia de Gondarém, é o ingrediente final para um momento de degustação e relaxamento. A casa é bastante concorrida e reserva prévia é aconselhável, principalmente em noites de fim de semana. O edifício é composto por três pisos que são abertos mediante a necessidade e a decoração é simples e sofisticada. O staff é atencioso e eficiente ... uma das críticas mais ouvidas ao BH é o tempo de demora, porém achei que são tempos perfeitamente razoáveis para spots desta linha de serviço. Em dias de pressa, o melhor é rumar a outro sítio, pois calma é requisito obrigatório para se usufruir desta gastronomia. Outra característica é que o BH disponibiliza uma leque alargado de tipologia de cozinha, que vai do sushi, italiano à cozinha tradicional portuguesa ... se para uns pode ser visto como algum tipo de indefinição de identidade, logo algo menos positivo, para outros é uma mais-valia pois facilita a gestão de gostos e expectativas em grupos. O dia porém estava marcado para sushi e a escolha foi logo para o menu de sushi+sashimi freestyle do sushiman. A apresentação estava irrepreensível assim como a frescura do peixe. Muito sabor, boa textura e consistência das peças. O sashimi era de salmão ... top! As porções são aquilo que na restauração moderna se dizem como sendo "as ideais" ... ou seja, foi necessário finalizar com um aconchego, tendo a opção ido para a tempura de gambas com molho agridoce e 6 peças de gunkan de salmão. Nota muito positiva para os gunkan a quem coube a honra de fechar o repasto. Em termos vínicos, o acompanhamento coube a um Quinta do Ameal Branco 2014, um varietal de Loureiro, com uma acidez e estrutura que acompanham muito bem pratos de peixe, onde o sushi não é exceção.
Para doce finalização, a opção caiu no petit gateau com bola de gelado de acafrão e côco ... um casamento improvável mas que surpreendeu pela positiva ... o doce do chocolate envolve muito bem com o "quente" da especiaria e do côco.
Findo o repasto, a dolorosa revelou-se com um valor a rondar os 30€/pax. Não sendo um valor baixo, acaba por estar alinhado com o posicionamento onde o BH se coloca, a somarmos à qualidade do sítio e do serviço. Acredito porém, que as doses deveriam ser mais generosas. As peças são pequenas e as 16 unidades do menú são insuficientes, mesmo para comensais mais moderados. Mais ainda para a grandeza de valores que falamos.
Repeteco? Sim, voltarei ao BH quando se proporcionar.
BH Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Saturday, 6 February 2016

Um hino à gastronomia beirã

Uma viagem até ao magnifico parque natural da Serra da Estrela, é uma oportunidade de excelência para conhecer a gastronomia beirã. Os invernos rigorosos que se fazem sentir pedem pratos reconfortantes e saciantes, onde os enchidos e as carnes estão no centro do espírito criativo dos que lideram as cozinhas da região. Esta história começa em Seia ...





Nome: O Borges
Localização: Seia
Data da Visita: Janeiro de 2016
Comentário: uma rápida pesquisa nas redes sociais da especialidade, sinalizam O Borges como um dos melhores spots de Seia. Chegados ao local, numa viela do centro de Seia, o número de comensais que aguardavam mesa em hora já avançada, fazia prever a confirmação da boa reputação da casa. A decoração da sala é tradicional e confere uma sensação acolhedora. O staff simpático e eficiente.
Como seria de esperar a carta é composta por pratos típicos da região, com maior incidência na carne mas com algumas opções de peixe. A escolha foi rápida e foi para duas especialidades da casa, o cabrito assado e os joelhinhos de porco com arroz de feijão. O cabrito, tenro e suculento, acompanhava com batata assada, arroz e legumes cozidos. Apesar de muito bem feito e cheio de sabor, a minha preferência foi para os joelhinhos de porco, que são a denominação local para o clássico pernil. O espetáculo começa logo no momento de servir, com o empregado a desmanchar a peça ... um regalo para os olhos ver a facilidade com que a carne se separava do osso. Acompanhava com a outra estrela da companhia, o arroz de feijão servido em tacho de ferro à moda antiga, cozido no ponto otimo. Tinha-se formado a tempestado perfeita!!! Divinal ... Uma metade de marmelo assado, dava um ligeiro toque ácido que acabei por aperceber que ajuda a lidar com a gordura do prato. Coube ao tinto da casa, um portento da zona de Nelas, acompanhar ambos os pratos ... a estrutura e os taninos tipicos do Dão estiveram à altura da tarefa, sem sombra de dúvidas.
A finalização do repasto  ficou a cargo "do" clássico da região: requeijão com compota de abóbora, com amêndoas laminadas  no topo. Sem palavras ...
Faltava ainda um última surpresa, agradável diga-se, a conta ... algo a rondar os 15€/pax. Um valor muito em conta, para a qualidade e generosidade das doses servidas.
Repeteco? Não tenho a menor dúvida. O Borges deve ser paragem obrigatória para quem visita Seia.

Monday, 1 February 2016

Novamente falando de leitão

Gosta de leitão? Assumindo que há 98% de hipoteses da resposta ser positiva, então este post é para si. Vai ter a oportunidade de ficar a conhecer um spot ás portas de Coimbra, uma localização de excelência para os peregrinos da A1, mesmo da meio caminho entre Lisboa-Porto e a poucos minutos da saida da auto-estrada.





Nome: Rui dos Leitões
Localização: Fornos, Coimbra
Data da visita: Janeiro de 2016
Comentário: o spot já tinha sido alvo de sugestão pelo que aproveitando mais um piscina da A1, a visita tornou-se obrigatória. A cerca de meia duzía de kms da saida de Coimbra Sul da A1, encontramos o Rui dos Leitões. O estacionamento é fácil e os inumeros veículos aparcados nas imediações fazem prever repasto de qualidade. O interior da sala segue a linha típica dos restaurantes de leitão: sala generosa com mesas dispostas de forma a maximizar o espaço disponível. Apesar da hora relativamente avançada, a casa estava cheia e acabei por ocupar a última mesa disponível ... mais um sinal que a probabilidade de correr mal, seria à partida reduzida. O staff eficiente e simpático rapidamente assegurou que em poucos minutos estava a degustar o divino pitéu do pequeno porco, lentamente assado no forno. Divinal! A carne, muito macia, estava cozinhada na perfeição tendo sido  servida com batata frita, salada e rodelas de laranja. A dose consistia em quatro nacos, mais do que suficientes para saciar um comensal rodado nestas andanças. Para acompanhar, a opção foi para a sugestão da casa: um frisante branco de marca Viadores, das Caves Messias. Fresco, com travo doce e pico suave revelou-se como escolha ideal para acompanhar o prato.
A finalização coube ao doce da casa ... o clássico de natas, com leite condensado e bolacha. Não sendo muito original, estava bom e serviu para adoçar o final da refeição. Não quero deixar de reforçar, mais uma vez, a simpatia do staff: simpaticos e com evidente vontade de bem receber o cliente. Nota muito positiva para este aspeto, principalmente numa casa com nome feito e cujos clientes fazem fila para entrar.
Terminado o repasto com um café, a conta ficou pelos 21€/pax, um valor que não sendo baixo está perfeitamente alinhado com os valores médios neste tipo de fights.
Repeteco? Claramente, que sim! O Rui dos Leitões, passa a estar no topo das escolhas para comer leitão.