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Friday, 18 August 2017

Nas dunas de areia da Apúlia

Se é da zona do Porto, Braga ou Viana do Castelo muito provavelmente já ouviu falar dos restaurantes situados em plena dunas da praia da Apúlia, mais conhecidos como os "tasquinhos da Apulia". São vários estabelecimentos de restauração ao longo da avenida marginal, mesmo em cima da praia, erguidos nos anos 70 e 80 do século passado, em situação mais ou menos (i)legal, mas que hoje são um marco na gastronomia da região. A sua origem piscatória é notoria, e sem grandes surpresas o marisco e o peixe são reis e senhores. O aspeto tosco dos spots é muitas vezes confundido com falta de condições para albergar restaurantes, mas das inumeras vezes que visitei as várias casas, levam-me a discordar: podem ser toscos e para o acanhado, mas as condições sanitárias estão asseguradas.





Nome: A Cabana
Data da visita: Abril de 2017
Localização: avenida marginal da Apulia, Esposende.
Comentário:  já no passado contei uma história de um desses spots da Apulia, de nome Apuliense, que poderá recordar aqui, que na altura era aquele que eu considerava como o meu favorito. De notar que as várias casas do local são bastante equiparáveis em termos de ambiente, qualidade e preço, pelo que vai muito da preferência de cada um sobre qual o melhor. Coube ao destino que desta, em vez de rumar ao Apuliense, desse uns passos extras e tentasse a minha sorte no Cabana, sobre o qual já tinha ouvido notas e dicas que seria quicá o melhor deles todos. É sem duvida o que possui à porta a maior fila de espera, algo comum a todos, e não aceitam reservas pelo que a atribuição de mesa é por ordem de chegada, o que em alturas de pico pode ser algo para o demorado. A fazer jus ao nome, a sala é em madeira o que lhe confere um ambiente escuro. As mesas, claramente em numero superior ao que seria provavelmente aconselhável, obrigam a que a refeição seja feita a curta distância dos comensais vizinhos. Isto não é uma critica, mas sim um alerta ... não é provavelmente o melhor sítio para um relaxado jantar a dois, ou para levar um cliente de trato formal que acha que os melhores restaurantes estão no Chiado. Já o disse, que aqui o peixe e o marisco são o centro das atenções, porém encontrará na carta opções de carne. Para este fight a escolha foi para a parrilhada de peixe, um misto de salmão, robalo, polvo espetada de lulas e o que me pareceu ser safio (sem certeza, reconheço). Acompanhou com batata cozida e uma salada de pimentos. Muito bom! Peixe fesco e grelhado no ponto. A parrilhada é para 2 pax e custa 24€. Mais do que suficiente.
Obrigatório foi mandar uma meia dose de arroz de marisco. Bastante generosa, com nacos de sapateira, lagosta, gambas de bom calibre e os habituais mexilhões e ameijôas. Arroz cozinhado no ponto, de molho grosso e com bastante sabor. Bom! Muito Bom!
No que a vinhos diz respeito a escolha foi rápida e para meio jarro do verde banco da casa, do qual não retive muita informação, mas que soube estar à altura.
Tendo sido obrigado a "matar" a parrilhada e o arroz de marisco nenhum espaço ficou para sobremesa, pelo que terá de ficar para um fight futuro a análise ao tema.
Os valores finais ficam na casa dos 20€/pax, um valor mais do que justo para a qualidade servida.
Repeteco? Sem duvida! A Cabana passou a ser o meu "tasquinho" de eleição. Lamento Apuliense!



Para consultar horários, contactos e mais informações na Mygon

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Sunday, 5 March 2017

Um combo de marisco e espumante na Invicta

Adoro o que fizeram em alguns dos antigos mercados das nossas cidades. Se verdade é, que há o risco de descaracterizar espaços tradicionais, por outro lado foi a (única) forma de revitalizar locais, muitos devolutos, e entregues à desertificação. Aceito que cada caso é um caso, e no caso do Mercado do Bom Sucesso, em plena zona da Boavista na naçon azul e branca o resultado é fantástico. Um outrora espaço sem carisma passou a hot spot da cidade onde não falta oferta para todo o tipo de tapas, petiscos e bebidas.


Nome: Mariscaria Bom Sucesso & Tendências à Mesa
Data da visita: Dezembro de 2016
Localização: Mercado do Bom Sucesso, zona da Boavista, Porto
Comentário: esta minha prosa de hoje não se refere a um estabelecimento específico ... quer dizer, claro que é relativo a uma, ... não, ... duas, casas do espaço Mercado do Bom Sucesso, um exemplo como o próprio nome remete, de sucesso de reabilitação urbana que tem atravessado as nossas urbes nos ultimos tempos. O edifício, outrora usado para a comercialização de todo o tipo de frescos e viveres, foi convertido num espaço com lojas dedicadas à cultura e moda, uma imensa praça da alimentação e onde não falta um trendy hotel, o Hotel da Musica.
Nessa praça da alimentação, pode o comensal/veraneante encontrar todo o tipo de oferta gastronómica do sushi ao leitão, doçaria de todo o tipo e bebidas. Espumantes? Há! Gin? Fácil. Vinho? Tinto, branco ou rosé? Em dias da semana, principalmente à hora de almoço, o espaço está constantemente congestionado, mas fora dessas horas e mesmo ao fim de semana, facilmente se arranja uma mesa. A minha proposta de hoje é um combo de marisco com um bom espumante da Bairrada. Soa bem, não?
O marisco fica a cargo da Mariscaria do Bom Sucesso, um branch do grupo que detém a marisqueira Gambamar, alvo de um post passado. Uma sapateira recheada, gambas e perceves cuja frescura é mais que evidente, por 17€. Mesmo em frente encontramos o Tendências à Mesa, uma especie de wine e cocktail bar, onde podemos adquirir uma 0.75cl de Quinta Mata Fidalga, um espumante de entrada de gama, fresco e com boa acidez pelo preço de 8€, onde não faltará o frappé com gelo para manter a temperatura nos ideais 6º - 8ºC, a temperatura indicada para este Bairrada.
Contas feitas, por 25€ conseguimos fazer uma bela tainada de marisco e espumante, que para petisco ou mesmo como refeição ligeira dá perfeitamente para dois, por isso o custo vem para metade. Vale bem a pena!
Repeteco? Sem dúvida!


Para consultar horários, contactos e mais informações sobre a Mariscaria na Mygon

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Mariscaria Bom Sucesso Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Sunday, 9 October 2016

Marisco e petisco na Figueira ... será desta?

O spot do qual hoje vos falarei foi uma segunda escolha, num dia em tudo correu mal. Estou a referir-me ao fight que nunca chegou a acontecer, no restaurante do Forte de Santa Catarina, que pode ser consultado aqui. Um autêntico flop, suficientemente forte para estragar o resto do dia de qualquer foodie que leva a sua panca minimamente a sério. Seguindo as recomendações do staff do Forte de Santa Catarina, pusemos os pés a caminho para encontrar um estabelecimento que nos servisse. Uns metros à frente, entramos numa das muitas marisqueiras que povoam a avenida marginal dessa bela cidade, que é a Figueira da Foz.




Nome: Bar o Espanhol
Data da visita: Julho de 2016
Localização: Figueira da Foz, na avenida marginal
Comentário: a hora já ia adiantada, é verdade, pelo que a casa estava a modos que vazia. Porém, o pormenor da hora não foi impedimento para que de forma simpática fossemos encaminhados para um mesa. O interior, com uma decorção simples e despretensiosa, é ... funcional. Ainda estava bem fresca a memória do balde de água GELADA de que tinhamos sido alvo momentos antes, pelo que avançamos sem demoras para o pedido. Para entrada optamos por uma mariscada, uma travessa bem composta por camarão, mexilhão e perceves. Ah, e muita alface a acamar a travessa. Havia outras mariscadas disponíveis e mais ricas até, com outra diversidade de marisco, mas também a um preço diferente, mais alto que os quarentas e qualquer coisa euros desta que escolhemos. Não estava mau, mas também não foi o melhor marisco que já comi. Cumpriu. Para aconchego e fecho, fomos para um prego no prato, com tudo a que temos direito: arroz, batata, salada e ovo a cavalo. Não estava mau, mas também não foi o melhor prego da minha vida. Cumpriu.
Tudo foi acompanhado por um branco da casa, servido fresco e com algum pico. Cumpriu.
Já saciados, e numa tentativa de salvar o dia, fomos para a mousse de chocolate que diga-se estava boa a aparentava ser caseira.
Já a pensar na estrada que nos levaria de regresso ao lar, pedimos a conta, que ficou a rondar os 22€/pax, um valor que achei um pouco excessivo para a refeição em causa. Porém, teremos de levar em consideração que a escolha da mariscada, elevaria necessariamente o valor da refeição. Já passou e não quero pensar mais nisso!
Repeteco? Provavelmente, estarei a cometer uma grande injustiça para com o Bar Espanhol, pois os comensais estavam com um negativismo  evidente, fruto da experiência vivida momentos antes, e acredito que fosse qual o fosse o sítio  que escolhessemos a têndencia seria de amplificar os aspetos menos positivos, mas a verdade é que foi por demais banal e não propriamente barato para querer um dia voltar.


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Tuesday, 23 August 2016

Um fight que não chegou a ser ...

Eis que é chegado o momento de fazer um post de um não-fight. Era dia de repeteco, pelo que o sítio é já conhecido (ver aqui). Rumemos à Figueira da Foz:


Nome: Forte Santa Catarina
Data da visita: Julho de 2016
Localização: Figueira da Foz
Comentário: a expectativa era grande, mais ainda por estar reunido um grupo de experimentados comensais desejosos de meter o dente num belo rodízio de marisco. Sendo aproximadamente 14.15h, tivemos o cuidado de ligar para o spot a confirmar se nos receberiam, caso chegassemos até ás 15h. Perante resposta positiva, fizemos os 30kms que nos separavam da bela Figueira da Foz, das finas areias brancas imortalizadas pela voz de Maria Clara. Demos entrada no Forte Sta Catarina uns minutos antes das 15h, já com o pensamento completamente toldado pela imagem do rodízio, quando somos recebido por uma colaboradora que com uma expressão empedernida, encetou num diálogo mais ou menos nesta linha:
- Já são quase 15h. A cozinha já fechou.
- Mas acabamos de ligar para cá! Disseram que nos recebiam. Chegamos dentro da hora. - retorqui eu, ainda com a esperança que o bom senso imperasse.
- Pois, lamento, não será possível. - reforça a colaboradora.
- É possivel falar com quem nos atendeu o telefone. Não sei o nome. - pedi eu.
- Deve ter sido algum colega do turno anterior, que já saiu. Lamento.
- Conduzimos 30 kms de PROPÓSITO para vir cá... - ainda eu, com alguma réstia de esperança
- Pois, lamento  - continuou a mesma expressão.
- Sugere alguma coisa, que possamos comer? - continuei eu, já vencido.
- Sim, podem sempre procurar num dos restaurantes da marginal ... a esta hora não sei...

Uau! Uma empresa que recomenda aos clientes que procurem na concorrência. TOP!
Ainda no próprio dia, deixei uma mensagem a partir do formulário de contacto no site institucional (http://fortesantacatarina.com/) ... 2 dias depois, sem qualquer resposta. Foi então que tentei o contacto via o messenger do Facebook, e aí sim, fui contactado de forma cordial por um senhor que assinou como Nuno, que pediu desculpa e assegurou que iriam averiguar se a situação efetivamente ocorreu como eu tinha dito ... é sempre agradável duvidarem da nossa palavra. O assunto está desde então, como a casa está para mim ... morto! Não obtive mais feedback por parte do Forte Sta Catarina.
Podia enumerar 2 ou 3 coisas que correram mal, mas não o vou fazer. Que se lixe ...
Duas notas de relevo:
1 ) Fomos servidos num restaurante alguns metros abaixo, sem qualquer constrangimento. Não há portanto qualquer lei camarária que impeça cozinhas de trabalharem na Figueira após as 15h.
2) No Tripadvisor, o Forte Sta Catarina, tem uma cotação de 3.5, não é grande coisa ... significa que não é consensual ... há trabalho a fazer, definitivamente.

Aceitam-se dicas e sugestões sobre rodizios de marisco na zona!!  Partilhem ...

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Saturday, 7 May 2016

Marisco e francesinha na Invicta

Todos com certeza retêm na sua memória spots que conhecem praticamente desde sempre, e por alguma circunstância, tantas vezes passaram à porta e nunca tiverem a oportunidade de conhecer. Pois bem, este proximo fight é precisamente uma dessas histórias.



Nome: Marisqueira Gambamar
Data da visita: Abril de 2016
Localização: zona do Campo Alegre, Porto
Comentário: a visita ao Gambamar, reconheço, foi uma questão de oportunidade resultante de um convite para visitar o local. A casa é um local histórico da cidade, com algumas décadas de funcionamento e existe numa rua que alberga alguns dos mais icónicos spots da Invicta, como por exemplo o mítico Capa Negra. Se a sua história é longa, o seu percurso nem sempre foi homogéneo. A atual gerência, que assumiu os controlos da casa desde 1995, renovou a imagem e conceito da casa e hoje o Gambamar é um espaço moderno, amplo que se soube renovar e adaptar a esta nova forma de praticar gastronomia, numa cidade cada vez mais cosmopolita e exigente. Por outro lado, consegue manter aquele look & feel de marisqueira de cidade, com lugares ao balcão, horários estendidos e cerveja fresca sempre disponível. Chegados ao local e viatura estacionada no parque privativo da casa (aspecto muito importante, pois a zona da cidade em causa é de estacionamento entre o muito dificil e o impossível), entramos e fomos imediatamente instalados, por um staff muito simpático e eficiente. O menú estava pré-definido e iria ser o chamado "Experiência Gambamar", onde seria  dada a conhecer a sapateira recheada e a francesinha.
A sapateira era fresca, cheia de sabor e o seu recheio, acompanhado por uma tostas barradas com manteiga estava (muito) bem confecionado. Algumas gambas de bom calibre, populavam o prato, e também essas eram de frescura evidente e com bom sabor a mar. Casamos a sapateira com uma 0.75cl da cerveja artesenal de produção própria, com marca Marota. A Marota, foi servida bem fresca em flutes, onde pudemos apreciar a estrutura, complexidade e os fortes aromas a cereais que tipicamente não conseguimos detetar nas cervejas de fabrico industrial.
Quando no prato da sapateira repousavam apenas as cascas, foi o momento de passar à francesinha. Já o disse no passado que discutir francesinha é das conversas mais inconsensuais que poderemos ter ... o que para uns é bom, para outros é mediano e definir qual a melhor é simplesmente impossível. Por isso, o que aqui irão encontrar é a mera opinião deste vosso contador de histórias ... gostei bastante da francesinha do Gambamar. De dimensões q.b, a qualidade dos ingredientes era mais do que evidente, tanto ao nível do bife como da salsicha fresca que foi usada ... o molho esse, era consistente, pouco picante e com um bom travo a tomate. Quero com isto dizer que gostei bastante da experiência. As batatas foram fritas na hora e estavam fantásticas. Não coloco no meu top 3, mas são mais do que o suficiente para recomendar uma visita. Para acompanhar a francesinha, senti a obrigação moral de provar o vinho espumante, também ele de produção própria, com a marca 1995 (ano que a nova gerência assumiu os destinos da casa) e com origens em vinhedos de Celorico de Basto, distrito de Braga, zona de excelência de vinhos verdes. Muito aromático, com bolha fina e boa estrutura casou na perfeição com o pitéu portuense, apesar de não ser uma combinação usual ... arrisco mesmo dizer que nunca tal o tinha feito. Confirmo portanto que espumante e francesinha fazem boa maridagem.
Depois de uma sapateira e uma francesinha, pouco ou nenhum espaço havia para sobremesas, pelo que saltamos diretamente para o café e como tal, review sobre os finalmentes, terá de ficar para um repeteco.
Relativamente, ao preço, como desta vez fui um convidado não tive perceção direta do mesmo, mas por analise da carta, e obviamente muito dependente do que escolher para comer e principalmente para beber, acredito que se consiga fazer uma tainada de marisco por valores a rondar os 30€/pax. Aliás, ficou decido logo no próprio dia que iria haver um repeteco e a escolha iria cair sobre o rodízio de marisco, anunciado por um valor de 15€/pax. Um valor fantástico para a casa em questão.
Repeteco? Já disse que sim e vai ser com o rodízio de marisco! tic-tac, está a contar ...

Gambamar - Marisqueira e Cervejaria Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

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